Simona Halep continua a destruir a concorrência e chega à final de Wimbledon pela primeira vez

Já se sabia que o torneio de Wimbledon ia dar as boas vindas a pelo menos uma nova finalista e quem agarrou essa vaga foi Simona Halep.

A número sete do mundo esteve praticamente irrepreensível no primeiro duelo do dia no Centre Court e derrotou a colega do top 10 mundial, Elina Svitolina, por 6-1 e 6-3 para avançar à quinta final da carreira em torneios do Grand Slam.

Depois de ter ganho quatro dos seus cinco encontros em parciais diretos — a única exceção foi o duelo da segunda ronda com a compatriota Mihaela Buzarnescu —, a ex-número um do mundo acrescentou mais uma vitória a um percurso cada vez mais sensacional graças a uma exibição extremamente convincente: apontou 26 winners (mais 16 do que a adversária), cometeu 16 erros não forçados e, mais do que isso, soube pressionar a adversária em momentos fundamentais.

Se o duelo começou de forma bastante equilibrada, sendo mesmo necessários 20 minutos e 32 pontos para se concluírem os dois primeiros jogos, uma vez quebrado o enguiço Simona Halep conseguiu empurrar a adversária para trás da linha de fundo e ganhar ainda mais terreno.

Apesar do resultado não expressar o equilíbrio que se verificou na primeira partida, foi a romena quem esteve sempre por cima e conseguiu ser mais eficaz quer no serviço, quer na resposta. Foi simplesmente superior e isso aplicou-se quer no primeiro set, quer no segundo, que apesar de mais equilibrado a viu caminhar sempre de forma bastante segura na pancada de serviço (fechou os três primeiros jogos em branco) e aproveitar os break points criados ao sétimo jogo para ganhar a vantagem necessária. Daí ao final do encontro foi um piscar de olhos.

Somada a sexta vitória consecutiva no All England Club, Simona Halep alcança o melhor resultado de sempre em Wimbledon (já tinha disputado as meias-finais por uma vez, em 2014) e garante a presença na final de um torneio do Grand Slam pela quinta vez.

Depois de ter sido finalista em Roland Garros em 2014 e 2017 e no Australian Open em 2018, conseguiu erguer o tão desejado primeiro troféu meses depois, à terceira tentativa na terra batida parisiense. Agora, pode voltar a ter um grande desafio pela frente: Serena Williams, a super-favorita ao título, vai discutir a outra vaga com a checa Barbora Strycova, que na ronda anterior derrotou a estrela da casa Johanna Konta.

Independentemente do que aconteça, Simona Halep já sabe que vai ganhar pelo menos três lugares no ranking, ultrapassando a campeã Angelique Kerber, a ex-campeã Petra Kvitova e ainda Kiki Bertens.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."