Uma semana depois, o reencontro: Fred Gil junta-se a Nuno Borges na final de Idanha-a-Nova

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Fotografia: Millennium Estoril Open

Mais uma semana, mais um torneio internacional a disputar-se em solo português que tem garantida a vitória de um jogador da casa. Depois de Nuno Borges, também Frederico Gil avançou para a grande decisão de singulares do Circuito Internacional de Ténis de Idanha-a-Nova, que vai ter a mesma discussão que o RE/MAX Lounge Setúbal Open 2019.

Frente a frente com o compatriota Tiago Cação (primeiro cabeça de série) pela sexta vez em encontros do circuito internacional, sempre em solo português, o sintrense de 34 anos (53.º do ranking ITF e 667.º no ATP, o que lhe vale o estatuto de terceiro pré-designado) levou a melhor pela quarta ocasião ao vencer pelos parciais de 6-2 e 7-6(6), quando estavam decorridas 1h45.

No primeiro set, Gil conseguiu ganhar vantagem graças à extrema eficácia que apresentou em pontos de break — aproveitou os dois de que dispôs. Mas o segundo parcial foi muito mais equilibrado e acabou por nunca se verificar uma quebra de serviço (o único que esteve perto foi Cação, mas não converteu nenhuma das três oportunidades), pelo que um tie-break foi necessário para se encontrar um vencedor.

Esta vitória permite a Fred Gil aceder pela segunda vez na presente temporada à discussão individual de um torneio ITF. Na primeira, há uma semana, o ex-número 62 do ranking ATP terminou como vice-campeão do RE/MAX Lounge Setúbal Open 2019, ao perder para Nuno Borges.

Ora, o tenista maiato será precisamente o adversário na decisão deste domingo em Idanha-a-Nova, sendo que também em pares está garantida a vitória portuguesa: ainda este sábado, Nuno Borges e Francisco Cabral defrontam Gonçalo Falcão e Francisco Dias.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."