Déjà vu: quatro anos depois, Federer e Wawrinka voltam a encontrar-se nos quartos de final

Fotografia: ATP Tour

Épico. Só assim se pode descrever o encontro entre o grego Stefanos Tsitsipas e o suíço Stan Wawrinka. Numa batalha que ocupou o Court Suzanne-Lenglen por mais de cinco horas, o tenista helvético de 34 anos marcou encontro com Roger Federer nos quartos de final, ao vencer por 7-6(6), 5-7, 6-4, 3-6 e 8-6.

O encontro foi entusiasmante desde o primeiro minuto, com os dois tenistas a deixarem tudo em campo e a protagonizarem momentos de grande espetáculo. Ambos foram trocando sets entre si até chegarem ao quinto e derradeiro parcial, onde a maior experiência de Wawrinka prevaleceu.

Stefanos Tsitsipas foi o tenista com mais oportunidades durante o encontro, ao dispor de 27 break points, dos quais só aproveitou cinco. Do outro lado, o suíço revelou maior acerto (converteu cinco dos 14 que teve) e soube aproveitar no primeiro jogo de serviço em que Tsitsipas facilitou, quando servia a 6-7 para se manter na discussão da vitória.

O encontro desta tarde fica gravado na história como o quarto encontro com maior duração em Roland Garros e como o 47.º a ultrapassar as cinco horas na Era Open. Para além disso, esta batalha de cinco horas e nove minutos torna-se na partida mais longa que Stefanos Tsitsipas e Stan Wawrinka alguma vez jogaram nas suas carreiras.

Aos 34 anos, e depois de passar pelo inferno com problemas no joelho que o atiraram para a mesa de operações, Wawrinka está de regresso aos quartos de final do Grand Slam francês pela primeira vez desde 2017, ano em que chegou à final. Na flash interview após o triunfo, o helvético foi perentório: “É para viver momentos como este que voltei das lesões”, atirou.

Nos quartos de final, Stan Wawrinka e Roger Federer vão reeditar o encontro de 2015, que terminou com a vitória do primeiro, numa caminhada que viria a encerrar com a conquista do Major parisiense.

Atualizado às 18h31.

Daniel Sousa
Adepto do desporto em geral mas com especial carinho pela "bolinha saltitona". O bichinho surgiu ainda Rafael Nadal não tinha mangas e não mais saiu. Chegada a oportunidade do Raquetc, juntamente com a minha ambição de ser jornalista, foi fácil aceitar juntar-me à equipa.