João Sousa vence duelo de bons amigos no regresso a Genebra

Fotografia: João Pires/Fotojump

João Sousa (70.º ATP) e Leonardo Mayer (68.º) são bons amigos, parceiros de pares e quis o sorteio do ATP 250 de Genebra que esta terça-feira fossem rivais pela terceira vez na história do circuito masculino. No final, levou a melhor o tenista português, que assim carimbou o acesso à segunda ronda de um torneio onde, em 2015, foi finalista.

Adversários pela terceira vez, o português (venceu em Umag 2016) e o argentino (levou a melhor no duelo inaugural, no Portugal Open 2014) tinham um frente a frente para desempatar e ao fim de 2h21 a vitória acabou por sorrir ao número um nacional, que com os parciais de 6-2, 6-7(6) e 6-4 carimbou o acesso aos oitavos de final.

Tal como já tinha acontecido em Roma, quando defrontou Roger Federer pela segunda vez na carreira (depois de salvar quatro match points frente a Frances Tiafoe), João Sousa voltou a exibir-se a um bom nível para somar a 10.ª vitória da temporada na variante de singulares.

No primeiro set, o domínio esteve totalmente a cargo do português, que com duas quebras de serviço (ao 2-2 e ao 4-2) se adiantou rapidamente no marcador; depois, Mayer conseguiu entrar no jogo e mesmo não aproveitando os dois break points de que dispôs logo no início — acabariam por ser os únicos em todo o duelo — manteve-se a par e passo com Sousa, que ainda procurou os primeiros match points no tie-break mas acabou por ver o encontro escapar para uma terceira partida.

O equilíbrio continuou a ser nota dominante graças à excelente eficácia de ambos os jogadores nos respetivos serviços, mas à semelhança dos dois parciais anteriores foi sempre o português quem esteve mais próximo de ameaçar a quebra e encontrou o timing ideal para o fazer: foi ao 10.º jogo, quando o adversário servia para se manter no encontro.

Com esta vitória, João Sousa marca encontro com outro jogador que bem conhece: o espanhol Albert Ramos-Vinolas (91.º ATP mas que já foi 17.º, em 2017), que venceu quatro dos seis encontros entre ambos, incluindo os últimos dois. Na terra batida o frente a frente é mais equilibrado, com o espanhol a liderar por 2-1.

Última atualização às 13h38.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."