Frederico Silva: “A chave para hoje era variar a altura do jogo e não o deixar ficar confortável”

Fotografia: Beatriz Ruivo/Lisboa Belém Open

LISBOAFrederico Silva passou esta terça-feira à segunda ronda do quadro principal de singulares do Lisboa Belém Open e pouco depois fez a análise ao duelo.

“Estou satisfeito com o encontro que fiz hoje. Sabia que ia ser um adversário que me ia causar várias dificuldades, é um jogador típico de terra batida que me ia obrigar a pontos longos e que não me ia dar muitos de borla”, começou por dizer o caldense sobre Steven Diez. “Ele é um jogador muito completo e fico muito feliz pela forma como consegui jogar e impor a minha tática.”

O pupilo de Pedro Felner revelou que “a chave para hoje era variar a altura do jogo, tentar não o deixar confortável e taticamente fiz um bom jogo, consegui cumprir o que tínhamos planeado.”

“Muito mais confortável” do que em Braga, onde enfrentou condições mais pesadas e lentas no dia em que foi a jogo ao ar livre (o encontro seguinte já foi jogado nos courts cobertos, devido à chuva), Frederico Silva contou que tem trabalhado para reagir à evolução do ténis, um desporto cada vez mais rápido e de pontos curtos.

“Tanto eu como a minha equipa temos a sensação de que o jogo está mais rápido, que tem cada vez menos pancadas e por isso temos trabalhado nesse sentido. Ter mais armas, jogar mais rápido, conseguir fazer a diferença com o serviço e evoluir nas pancadas de esquerda e direita para darem mais resultado. Hoje sem dúvida que a direita paralela foi muito importante”, concluiu.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."