Nadal foi Nadal e disse “basta” às dúvidas (e a Wawrinka)

Sessenta e nove minutos bastaram para Rafael Nadal colocar um ponto final num raro último encontro da sessão noturna no Mutua Madrid Open, em que a vitória lhe deu o acesso às meias-finais pela 11.ª vez na carreira.

Se a semana começou recheada de dúvidas — porque em Monte Carlo e Barcelona não correspondeu às expetativas e chegou à capital espanhola com um vírus que o manteve em dúvida até à última hora —, o duelo desta sexta-feira terminou com todas as questões que ainda poderiam existir: 6-1 e 6-2 foram os parciais de uma simples e acima de tudo autoritária vitória sobre Stan Wawrinka.

Foi, no fundo, o restabelecer de um frente a frente que quase sempre foi favorável ao Rei da terra batida: é fácil esquecer, mas até perder a final do Australian Open de 2014 para o suíço, o tenista maiorquino tinha ganho os 24 sets disputados entre ambos.

Num duelo sem história, em que não enfrentou um único break point e converteu seis dos 10 de que dispôs, o número dois mundial venceu 57 dos 84 pontos disputados e deixou com água na boca todos aqueles que esgotaram o court Manolo Santana.

Esta é a 70.ª vez que Rafael Nadal inscreve o nome nas meias-finais de um ATP Masters 1000 e no sábado estará frente a frente com Stefanos Tsitsipas pela quarta vez. Nas anteriores, foi sempre ele quem venceu — e de forma expressiva: por 6-2 e 6-1 na final de Barcelona, por 6-2 e 7-6(4) na final do Masters 1000 do Canadá e por 6-2, 6-4 e 6-0 nas meias-finais do Australian Open, o único encontro disputado em 2019.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."