Rodrigo Magalhães e Radford Highlanders vencem a Big South e vão ao Campeonato Universitário

Foi um fim de semana recheado de vitórias portuguesas aquele que marcou a conclusão das várias conferências do circuito universitário norte-americano. Para além de Nuno Borges, pela Mississippi State, e de Francisco Rocha, da Middle Tennessee, também Rodrigo Magalhães teve razões para sorrir ao sagrar-se campeão da Big South Conference com a equipa da Universidade de Radford.

Na grande decisão, os Radford Highlanders derrotaram a campeã em título Universidade de Campbell por 4-2.

A equipa de Radford adiantou-se na marcador graças a duas vitórias nos encontros de pares que valeram o primeiro ponto. Uma delas foi conseguida pelo tenista português — que ao lado de Yevhen Sirous venceu Dustin Werner e Raphael Calzi por 6-2 — e a outra por Alexandros Caldwell e Michiel Meekers, que derrotaram Bastien Huon e Ondrej Labik por 7-5.

Já nos encontros de singulares (em que cada vitória corresponde a um ponto), a equipa de Campbell deu à volta à decisão com vitórias de Ondrej Labik (6-2 e 6-2 a Lassalle Po) e Dustin Werner (7-5 e 6-2 sobre Sirous Yevhen), mas Radford Highlanders conseguiram voltar a inverter a situação (Andres Silva derrotou Ted Williams por 6-4 e 6-4 e Michiel Meekers derrotou Gwrard Solva por 6-4, 3-6 e 6-4 quando Rodrigo Magalhães liderava frente a Bastien Huon por 7-5, 6-7[3] e 1-0) para se sagrarem campeões.

Com a vitória na Conference Big South, Rodrigo Magalhães e a Universidade de Radford garantem um lugar no Campeonato Nacional Universitário por Equipas — o NCAA Men’s Tennis Championship –, que reúne as 42 melhores equipas do país e as vencedoras de cada conferência.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."