Gonçalo Oliveira passa por estrela da casa e consegue o melhor resultado da temporada

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Cinco meses depois, Gonçalo Oliveira (295.º ATP) está novamente apurado para os oitavos de final do quadro principal de singulares de um torneio Challenger. O portuense somou a segunda vitória da semana em Anning (torneio de categoria Challenge 125 que distribui 162.480 dólares em prémios monetários), na China, para alcançar o melhor resultado da temporada.

Depois de uma vitória esclarecedora na eliminatória inaugural, Gonçalo Oliveira voltou a exibir-se a um bom nível para colocar um ponto final nas aspirações do tenista da casa Ze Zhang (213.º) ao vencer em duas partidas, por 7-6(8) e 6-3, ao fim de exatamente duas horas de encontro.

Pautado por um grande equilíbrio no set inaugural, onde não se viu qualquer break, o duelo até viu Gonçalo Oliveira tornar-se no primeiro jogador a salvar set points (dois ao décimo jogo e outros dois no tie-break), até que o português de 24 anos conseguiu dar a volta à situação e fechar o parcial. Depois, tomou o controlo do encontro e com uma quebra de serviço conseguida para fazer o 3-1 no segundo set ganhou o embalo necessário para se manter na liderança até ao fim.

Esta é a primeira vez que Gonçalo Oliveira chega aos oitavos de final de um torneio Challenger desde novembro de 2018, com a diferença de que desta vez teve de superar dois desafios até chegar a esta fase (com o arranque da nova época os quadros Challenger ganharam mais uma ronda).

Em termos de vitórias, desde o início de agosto do último ano (quando venceu João Domingues e foi travado por Pedro Sousa nas meias-finais) que não somava duas vitórias em quadros principais de torneios desta categoria.

Agora, o portuense terá direito a um dia de folga nesta variante, até porque precisa de esperar para saber se defronta Jason Jung (do Taipéi e quarto candidato ao título) ou o bielorrusso Uladzimir Ignatik.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."