Benoit Paire destrona Pablo Andujar e é o novo Rei de Marraquexe

Quatro longos anos depois, a seca de Benoit Paire terminou. Contra todas as expetativas, o tenista gaulês alinhou uma semana irrepreensível em Marraquexe para se sagrar campeão do Grand Prix Hassan II e conquistar o segundo título ATP da carreira.

Com o marroquino Mohamed El Jennati na cadeira, Benoit Paire voltou a dar um ar de sua graça para destronar Pablo Andujar (campeão do torneio em 2011, 2012 e 2018) num duelo de sentido único, com os parciais de 6-2 e 6-3.

Um dia depois de ter derrotado o favorito do público e seu compatriota, Jo-Wilfried Tsonga, o francês — que é um dos jogadores mais imprevisíveis e irregulares do circuito — elevou ainda mais o nível de jogo para completar a semana de sonho em Marraquexe, onde chegou com um registo de 4 vitórias em 13 encontros disputados em torneios ATP esta época.

Ora, este título (conquistado sob o calor intenso que se fez sentir — as temperaturas rondaram os 32 graus) coloca um ponto final na longa seca de títulos de Benoit Paire, que até agora tinha como único troféu conquistado no circuito ATP o de Bastad, em 2015.

Porque os últimos tempos têm sido negros para o gaulês, a subida no ranking será acentuada: do 69.º, Benoit Paire passará para o 43.º posto, ele que já chegou a figurar na 18.ª posição.

Agora segue-se uma semana de descanso: é que a excelente campanha em Marraquexe fê-lo falhar a participação no qualifying do Masters 1000 de Monte Carlo, azar que não deixou passar em branco.

Quanto a Pablo Andujar, que procurava o 14.º triunfo consecutivo (nas últimas semanas sagrou-se campeão dos Challengers de Marbella e Alicante), vai perder 100 pontos e descer 16 posições, até ao 86.º lugar da tabela.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."