Ignorado pelo Masters 1000 de Monte Carlo, Benoit Paire dispara contra a organização

Vitória, vitória, vitória… Acabou-se a história. Benoit Paire está de volta aos bons resultados em torneios ATP e para seu azar desta vez o sucesso também é sinónimo de um (grande) infortúnio.

O tenista francês está a dar-se tão bem no ATP 250 de Marraquexe que na tarde desta sexta-feira carimbou o apuramento para as meias-finais (as primeiras neste nível desde janeiro de 2018), ficando automaticamente de fora da fase de qualificação do ATP Masters 1000 de Monte Carlo que ia disputar a partir deste sábado.

Porque não teve ranking para entrar diretamente no torneio aquando do fecho das inscrições, Benoit Paire só podia participar no qualifying ou esperar por desenvolvimentos de última hora que levassem a organização a dispor novamente de um wild card. Convite esse que até acabou por ficar disponível mas não foi usado.

Descompliquemos: a organização da prova — que se joga em solo monegasco mas tem naturalmente fortes ligações ao ténis francês — tinha atribuído um wild card a Félix Auger-Aliassime, mas com a desistência de Pablo Carreño Busta o canadiano acabou por não precisar do convite para chegar ao quadro principal.

Ainda assim, o Masters 1000 de Monte Carlo optou por manter o wild card, o que não só impede Auger-Aliassime de ganhar 10 pontos em caso de derrota na primeira ronda como, sobretudo, obriga Benoit Paire a falhar o torneio.

A reação do francês, essa, não se fez esperar: no Twitter, o número 69 mundial bateu palmas à organização e disse-se (através de um “emoji”) “enojado” com a decisão.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."