Em semana de estreias, Madison Keys brilha e só se despede de Charleston com o título nas mãos

Já por lá tinha disputado uma final e por isso seria sempre um lugar especial, mas a partir deste domingo há mais uma razão para que Madison Keys nunca venha a esquecer o Family Circle Tennis Center: foi lá que alcançou duas importantes e inéditas vitórias para conquistar o quarto título WTA da carreira.

Número 18 do ranking mundial, a norte-americana de 24 anos até começou o torneio de forma nervosa, precisando de três parciais para confirmar o estatuto de oitava cabeça de série frente à alemã Tatjana Maria (7-6[5], 4-6 e 6-4), mas uma vez engrenada ninguém a travou — bem ao gosto da marca de automóveis que patrocina este Volvo Car Open.

Assim, a caminhada triunfal fez-se de três vitórias frente a jogadoras que já venceram torneios do Grand Slam e ainda sobre uma campeã olímpica: 7-5 e 6-2 sobre Jelena Ostapenko (campeã de Roland Garros em 2017), um inédito triunfo sobre a sua grande amiga Sloane Stephens (que a tinha derrotado na final do US Open 2017, precisamente a última decisão disputada por Keys), por 7-6(6), 4-6 e 6-2, depois 6-4 e 6-0 frente a Monica Puig (medalha de ouro no Rio de Janeiro em 2016) e já na final deste domingo pelos parciais de 7-6(5) e 6-3 frente a Caroline Wozniacki (campeã do Australian Open em 2018 e ex-número um mundial), uma tenista contra a qual nunca tinha ganho um set.

Este é o quarto título ganho por Madison Keys no circuito WTA, curiosamente também o quarto em torneios de categoria Premier: antes de Charleston, a norte-americana já tinha vencido em Eastbourne (2015), Birmingham (2016) e Stanford (2017), troféus de campeã aos quais junta os de finalista nesta mesma prova de Charleston (2015) e nos mais importantes eventos de Roma e Montréal (2016) e US Open (2017).

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."