Simona Halep testou um treinador conceituado mas está novamente sozinha

Depois de se separar de Darren Cahill no final da temporada de 2018, Simona Halep tinha afirmado que queria “viajar a solo” durante os primeiros meses da nova época. Mas a romena não demorou a mudar de ideias e no início de fevereiro chamou Thierry van Cleemput. Agora, cerca de duas semanas depois, a relação terminou.

“Fizemos uma semana de testes mas decidimos parar porque não encaixávamos um no outro. Por isso agora estou aqui [no Dubai] sozinha e novamente sem treinador. Ele é muito boa pessoa e ficamos amigos mas dentro do court simplesmente não resultou”, disse a ex-número 1 do mundo ao The National Sport sobre o curto período de tempo em que trabalhou com o belga.

Thierry van Cleemput foi o treinador de David Goffin entre 2014 e o início de 2019 e um dos grandes responsáveis pela ascensão e sucesso do compatriota no circuito profissional, mas com Simona Halep não terá existido uma química semelhante.

A chegada à final em Doha não terá sido suficiente para a convencer. Até porque de acordo com alguns relatos de espetadores e jornalistas que estiveram no torneio, foram poucos os momentos de diálogo entre ambos e nem durante os encontros a jogadora romena pediu a assistência do técnico — nas habituais e permitidas trocas de lado em que as protagonistas do circuito WTA podem chamar os treinadores.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."