Naomi Osaka esclarece que separação do treinador “não foi por dinheiro” mas sim “pela felicidade”

Seis dias depois de ter deixado o mundo do ténis em choque ao anunciar a separação do treinador Sascha Bajin com um simples tweet composto por duas frases, Naomi Osaka revelou finalmente mais informações. Não só rejeitou tratar-se de uma questão financeira como se revelou magoada por ter existido quem avançasse com essa opção.

Toda a gente diz que se tratou de uma questão financeira mas não foi e essa foi uma das coisas mais dolorosas que já ouvi. Eu viajo sempre com toda a minha equipa e passo mais tempo com eles do que com a minha família portanto nunca lhes faria isso”, esclareceu a nova número 1 do ténis feminino.

Sem querer dizer “coisas más” de Sascha Bajin porque lhe está “muito agradecida por todas as coisas que ele fez por mim”, a tenista nipónica de 21 anos garantiu que na base da decisão terá estado… A sua felicidade. “Não quero começar a pensar que para ser bem sucedida tenho de pôr o sucesso à frente da felicidade, porque se não estou feliz rodeada de certas pessoas não me vou torturar.”

“Não vou sacrificar a alegria de acordar todos os dias para treinar e jogar para manter uma pessoa na equipa. Tenho de me sentir feliz onde estou e com a minha vida (…) e agora, comparando com a Austrália, sinto-me muito feliz. É engraçado porque ouvi muitas vezes as pessoas dizerem que na Austrália eu parecia triste todos os dias.”

Naomi Osaka adiantou ainda que a decisão já vinha a ser ponderada no final da época passada, “sobretudo depois do torneio de Pequim”, e que durante o Australian Open — onde acabou por conquistar o seu segundo título em torneios do Grand Slam — teve de “dizer a mim própria para conseguir ultrapassar” a situação.

O torneio do Dubai será o primeiro da japonesa como número um do mundo e, também, como primeira cabeça de série e só depois é que Naomi Osaka começará à procura de um novo treinador. Até porque até lá se faz acompanhar de uma equipa considerável: esta semana conta com a companhia do pai, do treinador físico, da preparadora física e de um treinador da Federação Japonesa de Ténis.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."