Rui Machado sobre Pedro Sousa no top 100: “Conseguiu com muito sacrifício, dedicação e uma entrega total”

Rui Machado
Fotografia: Fernando Correia/FPT

A confirmação chegou na sexta-feira mas só esta segunda-feira se tornou oficial: Pedro Sousa está pela primeira vez no top 100 do ranking mundial, ao subir duas posições para se fixar como 100.º da tabela.

No próprio dia, o tenista lisboeta revelou ao Raquetc que foi o cumprir do “objetivo principal de quando comecei a jogar ténis” e Vasco Costa, Presidente da Federação Portuguesa de Ténis, não hesitou em considerá-lo “mais um marco histórico do ténis português.”

Uma vez confirmada a entrada de Pedro Sousa no top 100, foi a vez de Rui Machado se pronunciar. Coordenador Técnico Nacional e capitão de Portugal na Taça Davis, o algarvio mostrou-se muito satisfeito por ver o agora seu pupilo alcançar aquele que descreve como “um marco para qualquer tenista. A entrada no top 100 era um objetivo de carreira para o Pedro e conseguiu alcançá-la com muito sacrifício, muita dedicação e uma entrega total, sem reservas nenhumas, por isso é merecedor por tudo aquilo que fez durante a carreira e nestes últimos dois anos e meio em que pude trabalhar diretamente com ele.”

Rui Machado não escondeu a satisfação que sente por poder trabalhar com aquele que atualmente é o segundo melhor jogador português mas destacou também “o papel fundamental que a família tem e continua a ter graças ao apoio que tem dado ao Pedro ao longo de toda a carreira, sem eles não seria possível. Parabéns ao Pedro pelo objetivo que alcançou e agora esperemos que continue a quebrar mais barreiras no que lhe resta de carreira, que esperamos que ainda sejam alguns anos.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."