Depois de dois Grand Slams e de chegar a número 1, Naomi Osaka rescinde com o treinador

É uma notícia de última hora: a japonesa Naomi Osaka anunciou, na noite desta segunda-feira, que não vai continuar a trabalhar com o treinador Sascha Bajin, que a ajudou a conquistar os títulos no US Open e no Australian Open e a chegar ao primeiro lugar do ranking mundial.

O anúncio foi feito através da rede social Twitter, onde a nipónica de 21 anos se limitou a anunciar o término da ligação, não entrando em detalhes.

Na cerimónia do Australian Open, onde conquistou o segundo título consecutivo em torneios do Grand Slam, Naomi Osaka não se dirigiu diretamente ao treinador, optando por agradecer “a toda a equipa”. E entretanto os dois já tinham deixado de se seguir nas redes sociais, alimentando os rumores de que na base da separação terá estado algum episódio desconhecido do público — provavelmente a única razão que explicaria o fim de uma ligação tão bem sucedida.

Esta foi a primeira experiência de Sascha Bajin como treinador, ele que pelo bom trabalho desenvolvido ao lado de Naomi Osaka (que em 2018 conquistou ainda o Premier de Indian Wells) foi o primeiro vencedor do prémio “Treinador do Ano” entregue pela WTA.

Antes, o alemão tinha desempenhado funções de hitting partner (parceiro de treinos) de Serena Williams (2008 a 2015), Victoria Azarenka (2015-2016), Sloane Stephens (2016) e Caroline Wozniacki (2017).

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."