Francisca Jorge e Maria Inês Fonte garantem permanência de Portugal no Grupo II da Fed Cup

Francisca Jorge e Maria Inês Fonte Raquetc
Fotografia: Fernando Correia/FPT

Final feliz: depois de muito lutar, a seleção nacional feminina garantiu a permanência no Grupo II da Zona Europa/África da Fed Cup em 2020. O feito foi alcançado graças à vitória de Francisca Jorge e Maria Inês Fonte no derradeiro encontro de pares.

Com uma vitória para cada lado nos duelos de singulares, Portugal e Bósnia-Herzegovina viam no encontro de pares a última hipótese de selarem a manutenção nesta divisão e acabaram por ser as jogadoras lusas a conseguir a tão desejada vitória, graças aos parciais de 3-6, 6-4 e 6-4 frente a Nefisa Berberovic e Anita Husaric.

A jogarem lado a lado pela segunda vez esta semana, a vimaranense e a maiata (campeãs nacionais absolutas em 2017) conseguiram a primeira vitória enquanto parceria na Fed Cup graças ao espírito de sacrifício que demonstraram no duelo derradeiro: chegaram a estar em desvantagem por 6-3 e 4-2, ou seja, com um set e um break de atraso.

A recuperação começou ao oitavo jogo, quando as duas tenistas portuguesas conseguiram a quebra de serviço que desbloqueou tudo, dado que a essa seguiu-se outra para fecharem o set. Depois, Francisca Jorge e Maria Inês Fonte voltaram a ser desafiadas, mas conseguiram salvar três break points consecutivos para não só iniciarem da melhor forma o terceiro parcial como transformarem a adversidade em embalo para a vitória.

Ao vencer a Bósnia-Herzegovina por 2-1, Portugal evita a descida ao Grupo III da Zona Europa/África da Fed Cup (onde já não joga desde 2005) e mantém-se no Grupo II em 2020. O objetivo principal de uma equipa em renovação foi, assim, cumprido.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."