João Sousa sublinha que Rui Machado “pode fazer um trabalho muito bom” na Taça Davis

João sousa e Rui Machado Raquetc Taça Davis
Em 2015, João Sousa e Rui Machado eram colegas de equipa quando Portugal defrontou a Bielorrússia em Viana do Castelo. Quatro anos depois, o algarvio é o capitão da seleção que vai fazer a viagem inversa | Fotografia: Matias Novo

A estreia de Rui Machado como capitão de Portugal na Taça Davis pode não ter sido a mais feliz, mas João Sousa mostra-se otimista em relação ao trabalho que o ex-tenista algarvio vai desenvolver à frente da equipa.

Em declarações à Lusa depois da derrota para o Cazaquistão nas Davis Cup Qualifiers, o tenista vimaranense lembrou que “todos nós tivemos oportunidades de jogar com o Rui e o Gonçalo [Nicau, o treinador da equipa]. A faixa etária é um pouco mais próxima e existe um à-vontade diferente. Estão a começar e a lidar bem com as novas funções. Existe um ambiente muito bom na equipa, o que é sempre importante, mas estamos no início e não dá para tirar muitas ilações.”

João Sousa, que no passado fim de semana igualou Nuno Marques como o segundo jogador com mais vitórias (32) pela seleção portuguesa, acredita que Rui Machado e Gonçalo Nicau “possam fazer um bom trabalho. Têm um bom grupo e muita experiência de Taça Davis, o que acaba por ser fundamental para nós porque transmitem-nos isso para o campo.”

Deixada para trás em Astana ficou a possibilidade de Portugal chegar pela primeira vez à fase final da Taça Davis, derrota que não destrói a esperança do número um português em alcançar a elite da competição. “Temos feito um bom trabalho e por merecer chegar ao Grupo Mundial, mas isso só o futuro o dirá. Temos muita vontade e acredito que temos nível para o fazer. Quando assim é, mais tarde ou mais cedo acaba por acontecer.”

O primeiro passo pode ser dado já em setembro, quando a seleção portuguesa viajar até à Bielorrússia para uma eliminatória do Grupo I da Zona Europa/África que não deixa qualquer margem às equipas que nela participam: quem ganhar joga as Davis Cup Qualifiers em 2020, quem perder desce ao Grupo II.

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Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."