A primeira vitória, as estreias e o último passo: os comentários da equipa portuguesa da Fed Cup

Ao terceiro dia fez-se luz para Portugal: a jogar fora de portas, com uma equipa em renovação e muito pouco experiente, a seleção portuguesa somou a primeira vitória no Grupo II da Fed Cup para evitar a eliminação direta. O próximo e último passo é o play-off de manutenção.

“Foram duas prestações bastante bem conseguidas. Como não conhecíamos muito bem as adversárias, o foco foi manter as nossas jogadoras concentradas no papel a desenvolver e ao longo do jogo na melhor estratégia para levarem cada encontro ‘a bom porto'”, começou por analisar Neuza Silva em declarações ao Raquetc.

A capitã da equipa portuguesa garantiu que “todos os jogos são encarados com a melhor constituição possível dentro da forma das jogadoras e todos com o objectivo de serem ganhos”.

Sobre o play-off deste sábado frente à Bósnia-Herzegovina (que vale a permanência no Grupo II à equipa vencedora e a despromoção à derrotada), Neuza Silva afirmou que “o objetivo continua a ser tentar ter as jogadoras nas melhores condições possíveis para que possam também dar a melhor resposta possível para ganhar o confronto”.

Quatro jogadoras, três estreantes

Aconteça o que acontecer, esta semana de Fed Cup não desaparecerá da memória das jogadoras portuguesas — sobretudo porque das quatro selecionadas por Neuza Silva, três disputaram pela primeira vez encontros por Portugal ao mais alto nível.

Maria Inês Fonte, que é a mais nova de toda a equipa (celebrou recentemente o 17.º aniversário), estreou-se logo no primeiro dia, em singulares, e entretanto também jogou dois duelos de pares e diz ter sido “muito especial estrear-me na Fed Cup porque era um sonho que tinha desde pequenina. Há sempre um nervosismo mas como me ensinaram temos de transformar a ansiedade em excitação e foi o que tentei fazer. Não foi dos meus melhores jogos mas fiquei muito feliz por ter jogado, lutado pela equipa e por representar o país.”

Em singulares jogou, também, Ana Filipa Santos, que à segunda oportunidade conseguiu mesmo uma vitória. “Estou a gostar muito da experiência. Principalmente de jogar, adorei, foi uma sensação única, muito especial. O jogo de ontem foi muito duro e o par também mas foi uma sensação brutal, com um ambiente incrível e um campo cheio, a abarrotar. Hoje foi muito difícil ganhar mas tem sido brutal, os torneios de equipas são uma coisa que eu adoro e só sinto euforia. Estou muito feliz por estar aqui e espero que amanhã também consigamos ganhar.”

Cláudia Cianci ainda só teve oportunidade de ir a jogo em pares mas também está a viver uma experiência inesquecível: “Está a ser incrível. O ambiente é completamente diferente daquele dos torneios a que estamos habituadas e eu adoro o espírito da equipa. Tem sido incrível, mesmo só tendo jogado um par foi uma sensação única que certamente vai ficar comigo para o resto da minha vida.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."