Portugal será cabeça de série no sorteio do Grupo I da Taça Davis

Depois da tempestade vem a bonança: a Federação Internacional de Ténis (ITF) anunciou esta segunda-feira que a seleção portuguesa será uma das cabeças de série no sorteio do Grupo I da Zona Europa/África, marcado para quarta-feira.

Portugal terá de voltar a jogar o Grupo I depois da derrota para o Cazaquistão nas Davis Cup Qualifiers — o novo play-off do Grupo Mundial, que dá acesso às Davis Cup Finals — e como sexto e último cabeça de série evita duelos com a República Checa, a Suécia, a Áustria, a Hungria e a Suíça.

Em contrapartida, são possíveis adversárias as seguintes seleções: Bielorrússia, Bósnia e Herzegovina, Finlândia, Israel e a Eslováquia. A Ucrânia, que não é cabeça de série, também seria uma possível adversária caso as duas equipas não se tivessem defrontado em 2017 e 2018 (há uma regra da Taça Davis que impede que dois países estejam frente a frente em três anos consecutivos quando se trata da competição por zonas).

Destes, apenas dois confrontos podem ser jogados “em casa”: contra a Ucrânia e contra a Eslováquia. Os restantes países visitaram Portugal na última eliminatória disputada entre as duas seleções, pelo que teriam direito a receber o frente-a-frente.

Para além das condições de jogo, as equipas que jogarem em casa poderão também escolher as datas da eliminatória: ou 13 e 14 de setembro (sexta-feira e sábado) ou 14 e 15 (sábado e domingo).

As 12 equipas que vencerem a eliminatória do Grupo I (seis da Zona Europa/África, três da Zona Americana e três da Zona Ásia/Oceânia) garantem um lugar nas Davis Cup Qualifiers de fevereiro 2020. Já as derrotadas, descem ao Grupo II.

Atualizado às 21h34.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."