Rui Machado: “O João tentou de tudo, mas não foi possível, não havia nada a fazer”

A estreia de Rui Machado ao comando da seleção nacional da Taça Davis não correu como todos esperavam. Portugal caiu aos pés do Cazaquistão depois de três desaires nos encontros de singulares, apenas contrariados por uma vitória no embate de pares.

Apesar da estreia não ter sido a desejada, o capitão português diz sentir-se orgulhoso da prestação da sua equipa, afirmando que tudo fizeram para que o resultado trazido de Astana fosse diferente.

“Sinto-me muito honrado por capitanear esta equipa. Fizemos uma semana com profissionalismo ao mais alto nível de preparação, cuidando de muitos detalhes na expectativa de ajudar cada um dos jogadores. Tentámos fazer o nosso trabalho da melhor maneira. Na minha estreia como capitão, gostaria de ter começado com uma vitória e a fazer história para Portugal, até porque estes jogadores já o merecem por toda a dedicação e tudo o que têm feito pelo país”, afirmou em declarações feitas à Agência Lusa na capital cazaque.

A jornada deste sábado ainda começou com um triunfo nos pares, dando assim algumas esperanças ao conjunto lusitano, mas ao terceiro encontro de singulares o sonho de atingir a fase final em Madrid desmoronou-se com a derrota de João Sousa frente ao número 1 do Cazaquistão, Mikhail Kukushkin, um resultado que Rui Machado considerou justo.

“No geral, o Cazaquistão jogou melhor do que nós. Nos pares, a nossa dupla precisou de algum tempo para se habituar e ganhar ritmo, mas depois jogou muito bem. Mostraram mais uma vez o porquê de jogarem os pares, de representarem tão bem Portugal e dar boas memórias aos portugueses. Foi uma boa vitória”, disse sobre a vitória de Sousa e Gastão Elias.

“Mas depois o Kukushkin hoje jogou melhor do que o João [Sousa], que tentou de tudo para o contrariar, mas não foi possível, não havia nada a fazer”, admitiu o técnico algarvio, considerando que se “Portugal tivesse jogado em casa, o resultado seria outro”, finalizou.

Francisco Semedo
Licenciado em Turismo e a tirar Mestrado em Ciências da Comunicação, desde cedo se interessou pelo ténis. Começou aos 9 e desde então tem um olhar atento e constante de tudo o que se passa naquela que considera ser a melhor modalidade a todos os níveis.