Petra Kvitova e a final do Australian Open: “Trabalhei muito para voltar aqui”

Fotografia: Australian Open

Uma história de superação. Petra Kvitova teve a carreira em risco quando, há cerca de três anos, foi esfaqueada na própria casa. Hoje, a tenista checa está de volta a uma final do Grand Slam, a sua primeira nos últimos cinco anos, depois de ter derrotado Danielle Rose Collins nas meias-finais do Australian Open.

Em conferência de imprensa após a partida, a checa não escondeu a felicidade por ter conseguido regressar ao topo. “Já vai há algum tempo. Passaram-se cinco anos [desde a última final]. É por isto que trabalhei muito para voltar aqui. Sabe muito bem estar de volta”, disse.

“Honestamente, acho que poucas pessoas acreditavam que eu podia fazer isto outra vez, estar em court e jogar a este nível. Eram mesmo poucas pessoas, acredito eu.”

Kvitova chega à final de Melbourne com um registo de oito vitórias consecutivas nas últimas finais que disputou. A tenista de 28 anos admite ficar mais tranquila sabendo disso, mas sabe também que todas as finais são diferentes. “Sinto-me melhor por saber disso, que tenho maior percentagem de vitórias do que de derrotas nas finais. Todas as finais são diferentes, porque há sempre uma adversária ou um local diferente.”

“E isto é também diferente. É um Grand Slam e eu sei que tenho 100% de chances de ganhar, mas nunca se sabe. Eu adoro jogar finais, adoro jogar nos grandes palcos. Este é um deles e estou ansiosa”, concluiu.

Petra Kvitova e Naomi Osaka disputam no próximo sábado a final do Australian Open. A vencedora, para além de levar o troféu para casa, vai ainda assumir a liderança do ranking mundial que, até à entrada para esta prova, pertencia à romena Simona Halep.

Adepto do desporto em geral mas com especial carinho pela "bolinha saltitona". O bichinho surgiu ainda Rafael Nadal não tinha mangas e não mais saiu. Chegada a oportunidade de me juntar ao Raquetc, juntamente com a minha ambição de ser jornalista, foi fácil aceitar juntar-me à equipa.