João Sousa nunca tinha ganho tantos encontros num torneio do Grand Slam

Terceira ronda em singulares, quartos de final em pares. Os números falam por si e João Sousa está a fazer história em Melbourne.

Ao lado do argentino Leonardo Mayer, o tenista português de 29 anos carimbou o acesso aos quartos de final do quadro principal de pares do Australian Open e somou a quinta vitória do ano no Grand Slam australiano, alcançando o melhor registo da carreira em torneios do Grand Slam.

Não era preciso recuar muito para encontrar o maior número de vitórias de João Sousa num dos quatro maiores torneios do mundo, porque o melhor registo do português até à data remontava à última edição do US Open, quando venceu um total de quatro encontros (três em singulares e um em pares).

Esta é, portanto, a segunda vez consecutiva em que o melhor jogador português de todos os tempos supera um máximo individual em provas Major, uma estatística que vai de encontro à evolução que tem espelhado no seu jogo (neste torneio o serviço apresentou-se como uma arma mais forte do que nunca) e, também, nas tabelas classificativas — em 2018 tornou-se no primeiro jogador português a fechar uma época dentro do top 50 de singulares e pares.

O triunfo deste domingo foi o 39.º da carreira de João Sousa em torneios do Grand Slam. Agora, o vimaranense passa a somar tantas vitórias (13) no Australian Open quanto no US Open; a fechar o pódio fica o torneio de Roland Garros (9), seguido de Wimbledon (4).

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."