Bautista Agut vence terceira batalha de cinco sets para se estrear em ‘quartos’ de Grand Slams

Fotografia: Australian Open

“Novo ano, vida nova”. Bem que poderá ser a frase que descreve na perfeição a época de 2019 de Roberto Bautista Agut até ao momento: campeão do ATP 250 de Doha logo no início do ano, o espanhol continua invicto e em grande no Australian Open 2019 e alcançou na manhã deste domingo os seus primeiros quartos de final da carreira em torneios do Grand Slam.

Vindo de duas primeiras rondas em que esteve envolto em grandes batalhas diante de Andy Murray e John Millman e de uma última eliminatória motivadora em que bateu Karen Khachanov em sets diretos, o “homem-maratona” da edição deste ano do ‘Happy Slam’ vitimou o sexto pré-designado e vice-campeão do ano passado, Marin Cilic (7.º ATP), em nova ‘guerra’: foram precisas exatamente 4h de jogo para, com os parciais de 6-7(6), 6-3, 6-2, 4-6 e 6-4, o 22.º cabeça de série e atual número 24 mundial fazer história em termos pessoais.

A um primeiro set muito equilibrado e que acabou por pender em pequenos detalhes para o lado do croata seguiram-se dois parciais completamente dominados por Bautista Agut: na segunda partida o guerreiro de Castelló de la Plana conseguiu um break que o catapultou para a conquista daquela, ao passo que na terceira obteve inclusivamente duas quebras de serviço que lhe deixaram na frente do marcador.

Só que, do outro lado da rede, estava um Cilic de alta experiência e qualidade, pelo que as coisas não seriam resolvidas assim tão facilmente e assim foi: sabendo que estava forçado a vencer o quarto parcial para se manter na discussão do resultado, o campeão do US Open 2014 não vacilou no serviço e foi capaz de quebrar o serviço de Roberto Bautista Agut quando este servia para se manter no set rumo a um quinta e decisiva partida.

Chegados a nova batalha, aí a “lei de Agut” prevaleceu pela terceira vez em outros tantos embates discutidos “na distância” em Melbourne Park: o jogador de 30 anos aproveitou um deslize de Marin Cilic no nono jogo para quebrar o serviço e, de seguida, servir de forma eficaz para aquele que pode ser considerado o melhor triunfo da sua já vasta carreira.

Nos quartos de final de um Grand Slam de forma inédita, agora “o céu é o limite” para Roberto Bautista Agut, que fica agora a aguardar pelo desfecho do fantástico duelo entre Stefanos Tsitsipas e Roger Federer (que ainda decorre e se encontra no terceiro set) para conhecer o nome do seu próximo oponente no ‘Happy Slam’.

Natural da Ilha do Pico, Açores. Estudante do 3.º ano do curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Amante e seguidor de ténis desde a adolescência.