Azarenka emocionada no adeus a Melbourne: “Já passei por muito na minha vida”

Naquela que foi a sua primeira participação desde 2016 (ano que ficou marcado pela luta pela custódia do seu filho, Leo), Victoria Azarenka foi derrotada na primeira ronda do Australian Open após ter estado com um set de vantagem. Na conferência de imprensa que se seguiu a esse desaire, a bielorrussa frisou que tem de ter “paciência” e inclusive emocionou-se.

“Há que melhorar e eu tenho feito isso, simplesmente tenho tido dificuldades em reproduzir essas melhorias nos encontros, as coisas não estão a funcionar e isso é desanimador. Não há muito a dizer. Jogo muito bem nos treinos e tenho feito várias coisas bastante bem e depois nos encontros acabo por subestimar o facto de estar há quase três anos sem competir ao mais alto nível. Não é fácil começar a jogar bem assim do nada”, apontou em primeira instância a campeã de 2012 e 2013.

Além de ter confessado que “é difícil manter-se positiva” nesta fase e que a palavra de ordem é mesmo “dificuldade”, a tenista de 29 anos, natural de Minsk, disse que para a situação se reverter tem de “continuar a trabalhar, jogar encontros”, pois eventualmente “tudo irá melhorar” com o desenrolar da temporada, até porque, como bem reconheceu, “isto não é o fim do ano, ainda estamos no começo da temporada”.

Já na parte final, a ex-número um mundial, que frisou que o problema que tem em mãos não é caso virgem dado que muitas outras colegas também já passaram ou passam por isso, foi questionada sobre como tem força para aguentar com tudo o que a rodeia à volta e aí Azarenka não conseguiu mesmo segurar as lágrimas como se pode constatar pelo vídeo abaixo:

“Já passei por muitas coisas na minha vida e algumas vezes pergunto-me porque tenho de enfrentar isso tudo, mas eu penso ao mesmo tempo que me farão mais forte e eu quero ser assim, trabalhando arduamente para o voltar a ser. Portanto, às vezes o que preciso é de tempo e paz e algum apoio e é isso”, finalizou uma nitidamente abalada Victoria Azarenka.

Natural da Ilha do Pico, Açores. Estudante do 3.º ano do curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Amante e seguidor de ténis desde a adolescência.