Demónio à solta: Alex de Minaur volta a brilhar e conquista o primeiro título da carreira

Alex de Minaur
Fotografia: Sydney International

Um ano depois de ter surpreendido o mundo com duas semanas que terminaram com a disputa da primeira final da carreira, Alex de Minaur (carinhosamente apelidado pelos seus compatriotas de “The Demon” — O Demónio”) foi um passo mais longe e sagrou-se campeão do ATP 250 de Sydney. Agora segue-se… Pedro Sousa.

Finalista do torneio em 2018, quando foi protagonista de duas semanas ao mais alto nível que o apresentaram ao mundo do ténis, o jovem australiano cumpriu este sábado o sonho de qualquer jogador, ao derrotar Andreas Seppi por 7-5 e 7-6(5) para conquistar o primeiro título da carreira na cidade onde nasceu e viveu antes de se mudar para Alicante, em Espanha.

O ténis de Alex de Minaur foi evoluindo ao longo de toda a temporada — depois de Sydney disputou também as finais do ATP 500 de Washington e do NextGen Finals –, mas é na Austrália que o jovem australiano se revela mais confortável e este sábado foi prova disso mesmo.

É que antes da final o jogador da casa já tinha disputado um encontro (a meia-final frente a Gilles Simon que tinha sido adiada pela chuva) e também o superou de forma categórica, ao vencer o francês por 6-3 e 6-2.

Alex de Minaur é a prova viva de que em 12 meses tudo pode mudar: se a 1 de janeiro de 2018 figurava no 208.º lugar do ranking e era apenas o oitavo melhor jogador da Austrália, um ano depois partiu para a nova temporada como o 29.º e o número um do seu país.

Agora, quem sabe o que o espera? Não dará salto nenhum no ranking porque a diferença de pontos entre perder e ganhar a final não é suficiente, mas desbloqueou um aspeto importante na mente de qualquer jogador e parte para o “seu” torneio do Grand Slam completamente motivado.

O próximo adversário, esse, é bem conhecido do público português: trata-se de Pedro Sousa. O tenista lisboeta de 30 anos vai estrear-se em quadros principais de torneios do Grand Slam contra o grande favorito do público da casa, um encontro que promete animar a madrugada de segunda-feira.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."