Lesão que “não deverá ser nada de grave” encerra melhor época de Pedro Sousa

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Fotografia: Fernando Correia/FPT 2018

Chegou ao fim a melhor temporada da carreira de Pedro Sousa. Na quarta e última semana consecutiva na América do Sul, o número 2 português procurava mais uma final em torneios Challenger e a estreia no top 100 mundial, mas acabou por desistir de um duelo 100% luso devido a problemas físicos.

Contactado pelo Raquetc, o jogador lisboeta disse tratar-se de “uma lesão abdominal que já vinha a sentir há algum tempo, desde a final em Guaiaquil [onde foi finalista]” e que o obrigou a “jogar no limite” em Montevideu, cidade onde esteve perto de alcançar a terceira final consecutiva.

“Não deverá ser nada de grave. Até me espanta não ter sido mais cedo, foram muitos jogos e viagens. É bom sinal”, revelou ainda Pedro Sousa, que na próxima atualização do ranking surgirá no 103.º posto — apenas um lugar atrás da sua melhor classificação, alcançada em setembro de 2017.

Desta forma, fica encerrada aquela que foi a melhor época de sempre por parte de Pedro Sousa. Um ano que não começou bem — teve de desistir do ATP 250 de Doha e, depois, do Australian Open devido a uma lesão precisamente no abdominal — rapidamente se transformou num período de sucesso, com destaque para as cinco finais Challenger alcançadas (um feito nunca antes conseguido por um português), das quais ganhou duas (em Braga e em Pullach), e uma segunda ronda no Millennium Estoril Open decidida nos detalhes.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."