Stefanos Tsitsipas sagra-se campeão das NextGen ATP Finals

Era tido teoricamente como o alvo a abater e a prática assim encarregou-se de o provar: Stefanos Tsitsipas confirmou o estatuto de principal favorito ao título para conquistar a segunda edição das NextGen ATP Finals, em Milão.

A jovem estrela em ascensão grega, número 15 mundial (máximo de carreira) e recentemente campeão de um torneio ATP pela primeira vez na carreira (ocorreu no ATP 250 de Estocolmo, na Suécia), terminou com chave d’ouro uma temporada inesquecível ao superar o sempre resistente e combativo australiano Alex de Minaur, por 2-4, 4-1, 4-3(3) e 4-3(3), rumo à segunda conquista no principal escalão do ténis mundial.

Pouco depois do russo Andrey Rublev, vice-campeão da edição inaugural da cimeira de elite que reúne os sete melhores tenistas sub-21 do ano mais um convidado da organização (que se insere também no critério da idade), ter ultrapassado o espanhol Jaume Munar, por 1-4, 4-3(4), 2-4, 4-2 e 4-3(3), para ficar com o terceiro lugar, era a hora de Tsitsipas e de Minaur, invictos em Milão até hoje, medirem forças.

E a verdade é que o número um aussie, também ele atualmente “sentado” no seu melhor ranking de sempre (31.º ATP), foi quem entrou melhor ao arrecadar a primeira partida no quinto jogo do set. Só que o semi-finalista do Millennium Estoril Open deste ano não iria baixar os braços assim tão facilmente e foi isso mesmo que se verificou nos parciais seguintes: mais sólido e simultaneamente agressivo mas de forma controlada, Stefanos Tsitsipas foi cimentando o seu jogo e conseguiu, com maior ou menor dificuldade, impor-se a Alex de Minaur para suceder a Hyeon Chung na lista de vencedores.

Assim, Tsitsipas, que fazia a sua estreia no ‘Masters’ de sub-21, consegue o fim perfeito para uma época de 2018 que não só foi de afirmação, como também de consolidação entre a nata do ténis mundial, destacando-se, além dos dois títulos conquistados, os vice-campeonatos no Masters 1000 do Canadá e no ATP 500 de Barcelona, tendo perdido em ambas as ocasiões para o número dois mundial Rafael Nadal.

Natural da Ilha do Pico, Açores. Estudante do 3.º ano do curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Amante e seguidor de ténis desde a adolescência.