João Monteiro: “É muito bom voltar a ter o título de campeão nacional, principalmente aqui no Porto”

Fotografia: Cirilo Vale

PORTO – Terminou com chave de ouro a temporada de João Monteiro. Depois de três títulos consecutivos em torneios Future, o portuense sagrou-se campeão nacional absoluto pela segunda vez, somando a 19.ª vitória consecutiva para colocar um ponto final no ano da melhor forma.

Depois do encontro, que contou com a presença de cerca de 300 espetadores e o viu dar a volta a Fred Gil, o portuense de 24 anos não escondeu que “é muito bom poder voltar a ter o título de campeão nacional, principalmente aqui no Porto.”

Sobre o encontro, no qual somou a terceira vitória consecutiva sobre Gil em finais, João Monteiro não escondeu que ficou “um bocadinho ansioso para fechar o primeiro set“, o que, aliado à elevação de nível do adversário, levou a que desperdiçasse uma vantagem de 5-2. Depois, voltou a “entrar focado e a fazer logo o break, mas não consegui aproveitar as oportunidades para fechar mais cedo e ficou renhido até ao fim desse set, enquanto no terceiro ele se foi abaixo tanto física como animicamente.”

Contente porque está a “voltar a jogar bem” e ainda porque “os resultados têm vindo a aparecer”, o número sete nacional quer agora aproveitar as próximas semanas para descansar.

“Recebi uma mensagem da ATP a dizer que tinha entrado num Challenger nos Estados Unidos da América na próxima semana mas acabei por me retirar porque não fazia sentido estar do nada a apanhar um avião para ir jogar um torneio em piso rápido indoor em Houston. Acho que este ano já chega e quero ver se consigo continuar com esta dinâmica de vitórias no início do próximo ano”, concluiu.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."