Francisca Jorge: “Estou super feliz, um título nacional é sempre algo grandioso”

Francisca-Jorge
Fotografia: Cirilo Vale

PORTO – Tem apenas 18 anos mas já conta com quatro títulos de campeã nacional absoluta no currículo. Dois deles conquistados na época passada, na Beloura Tennis Academy, os restantes este fim de semana, no Clube de Ténis do Porto. Francisca Jorge é, por isso, uma jovem feliz, que não esconde a alegria de ter terminado a temporada da “melhor forma possível”.

Em declarações ao Raquetc e à organização do Campeonato Nacional Absoluto depois da vitória frente à amiga Maria Inês Fonte, a jovem vimaranense partilhou a sua alegria. “Estou muito contente, super feliz. É um título nacional, que é sempre algo grandioso.”

A nova número 1 portuguesa destacou que apesar do resultado “a final foi igualmente dura” quando comparada com a do ano anterior, em que derrotou a por cinco vezes campeã Maria João Koehler. “Conheço a Inês há muito tempo, desde pequeninas, porque somos as duas aqui do Norte e há um ano que treino com ela. Temos aprendido as mesmas coisas e sabíamos que ia ser uma final bem jogada e espero que as pessoas tenham gostado. Saí vitoriosa porque estive superior e isso acabou por se fazer sentir no resultado final.”

A vitória na prova rainha do ténis português acontece na sequência da conquista dos dois primeiros títulos no circuito ITF — ambos em Lousada. Por isso, Francisca Jorge fala num “momento incrível” e reconhece que “a primeira semana de Lousada foi a mais difícil, em que realmente senti na pele que tinha de acreditar em mim e estar a jogar ao mais alto nível para sair vitoriosa.”

“A primeira semana correu bem e depois comecei bem a segunda porque num encontro teoricamente mais difícil consegui uma vitória fácil que me deu motivação e força para continuar no torneio. Estive muito bem e depois aqui no Campeonato Nacional estava ciente das minhas capacidades”, acrescentou.

“Ser campeã em título coloca sempre uma certa pressão mas não tinha dúvidas de que ia fazer um bom torneio e acabou por correr da melhor forma possível. Fui campeã em singulares e em pares, com a minha irmã, que foi muito especial para mim porque é um título que é lá para casa”, completou Francisca Jorge, fazendo referência à vitória de sexta-feira ao lado de Matilde Jorge.

Por último, Francisca Jorge deixou uma palavra às cerca de 200 pessoas que assistiram à final. “Não tinha noção mas acho que me dou bem com grandes plateias e é importante que as pessoas venham e tentem perceber o que fazemos. Às vezes vêem-nos jogar e parece fácil, por isso é bom ficarem a saber o que fazemos, o trabalho que está a ser feito e fazermos acreditar que o ténis feminino português está a evoluir, que também podemos fazer coisas engraçadas lá fora e que gostamos sempre de ter Portugal ao peito.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."