Com 18 anos de diferença, Matilde Jorge e José Ricardo Nunes vencem o Campeonato Nacional em pares mistos

Matilde Jorge e José Ricardo Nunes
Fotografia: Cirilo Vale

PORTO – Começaram como a dupla mais improvável, terminaram como campeões. Separados por 18 anos de diferença, Matilde Jorge (tem 14) e José Ricardo Nunes (tem 32) sagraram-se esta sexta-feira campeões nacionais de pares mistos.

A jogarem lado a lado pela primeira vez no Clube de Ténis do Porto, a vimaranense e o algarvio derrotaram na final os já mais experientes como parceria Cláudia Cianci e Gonçalo Pereira (vice-campeões há um ano) por 2-6, 6-3 e 10-7 numa final marcada pelo equilíbrio, sobretudo nos instantes finais.

Com esta vitória, o tenista algarvio de 32 anos sagra-se campeão nacional de pares mistos pela quinta vez, ele que se estreou a erguer o título em 2009, ao lado de Ana Claro, e voltou a fazê-lo em 2010 (com a mesma parceira), 2011 (com Bárbara Luz Medeiros) e 2017 (com Cláudia Gaspar), tendo perdido as finais de 2012, 2015 e 2016.

Já Matilde Jorge, estreou-se da forma perfeita no Campeonato Nacional Absoluto: com apenas 14 anos (é, aliás, a campeã nacional em título no escalão) ultrapassou o qualifying de singulares rumo à segunda ronda, onde só foi travada com a irmã, e conquistou os títulos em pares femininos e pares mistos.

Desta forma, ficam apenas por disputar as finais de singulares. Francisca JorgeMaria Inês Fonte lutam pelo título feminino a partir das 9h30 e logo a seguir João MonteiroFred Gil discutem o título masculino. Ambas as finais colocam frente a frente primeiro e segundo cabeças de série e serão transmitidas em direto no Facebook do Raquetc.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."