Ricardo Oliveira: “É um momento histórico, mas vamos chegar ainda mais longe”

Logo após o término da participação portuguesa no Mundial de Padel de 2018, o presidente da Federação Portuguesa de Padel (FPPadel), Ricardo Oliveira, teceu umas curtas declarações ao canal Padel Wall nas quais comenta o resultado da seleção nacional, os objetivos iniciais e o futuro da mesma.

Antes de comentar o histórico resultado no setor feminino, Ricardo Oliveira deixou umas palavras para os nossos jogadores. “O objectivo era conseguirmos o terceiro lugar em femininos e o quarto em masculinos, mas em masculinos isso dependia muito do sorteio. Ficámos no grupo da morte, passámos, mas depois nos quartos cruzámos com o Brasil. Foi equilibrado, mas ainda é muito difícil ganhar-lhes”, analisou o presidente da FPPadel.

“O ranking da Federação Internacional de Padel (FIP) está claramente errado. Portugal é o quarto país do Mundo, mas não consegue chegar ao quarto lugar por causa dos cruzamentos. Não era quarto cabeça de série, o mesmo problema de há dois anos, mas o que sei é que Portugal em masculinos não perde com mais ninguém além da Espanha, Argentina e Brasil”, acrescentou o homem-forte do padel em Portugal.

Acerca do resultado obtido no lado feminino, Ricardo Oliveira começou por analisar a evolução do padel nacional. “Isto significa antes de mais que o padel feminino está sempre a evoluir. Temos trabalhado muito, mas é óbvio que o mérito é todo das jogadoras. A Federação tenta fazer o máximo para lhes proporcionar um circuito competitivo e que possam participar em provas lá fora”.

Ricardo Oliveira deixou ainda uma pequena nota sobre o encontro da meia-final com a seleção argentina. “O encontro de ontem [sexta-feira] com a Argentina foi uma loucura, perder por 3-0 não representou o que fizemos em campo. A Sofia e a Leninha estiveram a servir para ganhar o encontro, a Nogui [Ana Catarina Nogueira] e a Filipa foram a um terceiro set“.

“Foi um momento histórico porque estamos sempre a evoluir e em breve poderemos ter hipóteses de ganhar a uma Argentina ou uma Espanha. A nossa evolução tem sido gigante e, no próximo Mundial, Portugal vai chegar ainda mais longe”, garantiu o presidente da FPPadel.

“A contratação de um novo seleccionador nacional tem a ver com a mudança na organização de jogo. Era uma coisa em que éramos deficientes, porque não temos tantos anos de padel, e acho que o Gervásio veio trazer muito conhecimento nessa área”, concluiu Ricardo Oliveira.

Diogo Leite
Licenciado em Gestão e com o Mestrado em Finanças concluído. É um apaixonado por ténis e padel. Adora conhecer tudo e todos dentro da modalidade, bem como estar a par das recentes notícias.