Khachanov interrompe série vitoriosa de Djokovic e conquista o maior título da carreira

O inesperado aconteceu este domingo: Novak Djokovic, que não sabia o que era perder desde a derrota na terceira ronda do Masters 1000 do Canadá (estava numa série de 22 triunfos consecutivos), cedeu na grande final do Masters 1000 de Paris, muito por mérito de Karen Khachanov, que com uma das melhores exibições da sua carreira conquistou o maior título até ao momento.

Naquele que foi apenas o segundo confronto entre ambos (no anterior, na quarta ronda da edição deste ano de Wimbledon, Djokovic, que viria a conquistar o Grand Slam britânico, impôs-se em sets diretos), o russo, que venceu 10 dos seus últimos 11 encontros, revelou uma frieza e tranquilidade atípica para quem estava a disputar a sua primeira decisão em provas deste nível, assinando inúmeros pontos de belo efeito para prevalecer sobre o campeoníssimo sérvio em apenas duas partidas, por 7-5 e 6-4.

No parcial inaugural, até foi o número dois mundial quem começou melhor ao quebrar o serviço de Khachanov logo ao quarto jogo. A reação do tenista moscovita, contudo, não se fez esperar e logo de seguida fez o contra-break para reentrar na disputa do set. A partir daí a lei do serviço imperou até ao 11.º jogo, precisamente aquele no qual Khachanov cheirou o break e não desperdiçou essa oportunidade crucial para passar para a frente do marcador e, de seguida, servir para fechar o set, não vacilando nessa tão importante altura.

Já a segunda partida, começou, ao contrário da primeira, de forma favorável a Karen Khachanov, que no terceiro jogo quebrou o serviço de Djokovic para se adiantar desde logo e dar um importante passo rumo à vitória final. Sempre muito seguro e confiante no seu ténis e nas suas pancadas, nomeadamente o serviço, o atual 18.º ATP, que nas rondas anteriores já havia deixado pelo caminho consecutivamente os top-10 mundiais John Isner (9.º), Alexander Zverev (5.º) e Dominic Thiem (8.º), foi mantendo sem grandes dificuldades esse precioso avanço e, na altura de servir rumo ao triunfo na capital francesa, voltou a não tremer para somar a sua maior vitória de sempre.

Semi-finalista pela primeira ocasião em provas Masters 1000 no Canadá e fora da lista de pré-designados em Paris, Khachanov termina a temporada numa nota elevada: não só bate Novak Djokovic, antigo tetracampeão deste torneio, para se estrear na lista de campeões de eventos desta categoria, como passa a contabilizar quatro títulos no cômputo geral e três só em 2018 (os outros foram erguidos nos ATP 250 de Marselha e Moscovo) e irá subir à sua melhor classificação de sempre, o 11.º posto.

Natural da Ilha do Pico, Açores. Estudante do 3.º ano do curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Amante e seguidor de ténis desde a adolescência.