Novak Djokovic coloca um ponto final na temporada de João Sousa

João Sousa
Fotografia: Chengdu Open

Chegou ao fim a temporada de João Sousa (48.º ATP). O número 1 nacional foi derrotado na segunda ronda do quadro principal de singulares do ATP Masters 1000 de Paris e dá assim por terminada aquela que foi a segunda época com mais vitórias ao mais alto nível em toda a carreira.

Um dia depois de ter passado com sucesso pelo número 20 mundial Marco Cecchinato, o tenista vimaranense de 29 anos voltou a não conseguir encontrar a fórmula necessária para surpreender Novak Djokovic, que em uma hora e 32 minutos venceu pelos parciais de 7-5 e 6-1.

Naquele que foi o sexto encontro da história (e segundo do ano, depois de medirem forças na quarta ronda do US Open) entre ambos, Sousa ofereceu excelente réplica na primeira partida e chegou a beneficiar de ponto de break a 5-5. Porém, Djokovic, campeão dos dois últimos Grand Slams e Masters 1000 do ano, soube anular essa desvantagem e de seguida quebrar o serviço do jogador nacional para se adiantar no marcador.

Na segunda partida, João Sousa baixou o nível e o número dois mundial, que surge em Paris com hipóteses de “roubar” a liderança a Rafael Nadal, foi eficiente na sua gestão de esforço e eficaz no aproveitamento das oportunidades de que dispôs rumo a uma vitória em duas partidas na estreia no evento francês.

O fim da participação no Rolex Paris Masters significa, também, o fim da temporada para João Sousa. Ao longo de 10 meses, o pupilo de Frederico Marques somou 29 vitórias em quadros principais de singulares de torneios ATP, Grand Slams e Taça Davis, um registo que só fica atrás das 38 alcançadas na época de 2015.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."