Taça Davis. Pedro Sousa derrota sensação sul-africana e dá vantagem a Portugal

LISBOA – Vitória portuguesa a abrir o dia no CIF – Club Internacional de Foot-Ball, em Lisboa. A jogar em casa, Pedro Sousa (140.º ATP) derrotou o melhor tenista sul-africano entre os convocados para dar o importante primeiro ponto a Portugal.

Porque a vitória na eliminatória significa a passagem ao qualifying das novas Davis Cup Finals e a derrota a descida ao Grupo II, todos os passos contam. E foi consciente de tudo isso que o número 2 português pisou o court central do “seu” CIF (o pai, Manuel de Sousa, é o responsável pela escola de ténis) para defrontar e derrotar de forma categórica Lloyd Harris (112.º), por 6-1 e 6-1.

O sul-africano está a realizar uma temporada brilhante, que teve um grande impulso quando em março conquistou dois torneios consecutivos em Portugal, e mesmo não tendo a terra batida como a sua superfície predileta prometia dar trabalho. Mas Pedro Sousa apresentou-se a um nível muito semelhante àquele que este ano já lhe permitiu conquistar um dos títulos mais importantes do ténis português, no Challenger de 127.000 euros de Pullach, e não deu hipóteses ao “visitante”, fechando a contenda em apenas 49 minutos.

Com os 800 lugares do court central relativamente preenchidos, o jogador lisboeta de 30 anos pôde celebrar a nona vitória em encontros de singulares na competição — esta provavelmente uma das mais importantes, visto acontecer contra o jogador que mais hipóteses tem de complicar a eliminatória a Portugal.

Ao encontro do número 2 nacional segue-se o do número 1. João Sousa (40.º ATP) vai medir forças com Nicolaas Scholtz, o número 2 deste selecionado sul-africano e atual 501.º posicionado na classificação ATP.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."