Com o regresso aos títulos consumado, João Monteiro quer terminar a época “em alta”

488km separam Idanha-a-Nova de Vale do Lobo, mas pelo meio João Monteiro ainda foi ao Porto, a sua cidade. Por isso, os últimos dias foram de muitas viagens para o portuense, mas nada a que não esteja habituado e que não tenha um sabor diferente quando na bagagem transporta um troféu — o tão aguardado troféu que significa o regresso aos títulos, 11 meses depois.

“Foi bom, muito bom. Idanha-a-Nova é um lugar especial, onde já conquistei três títulos, e este é importante porque estava há 11 meses sem conseguir ganhar um torneio”. As palavras são do próprio, que esta terça-feira entrou a ganhar no desafio que se segue, o Future de 15.000 dólares de São Brás de Alportel, que se tem jogado em Vale do Lobo.

Agora que fez o “check” a um dos objetivos a curto prazo, João Monteiro quer terminar a época a um bom nível. “É tentar ir o mais longe possível nesta semana, que é a quinta consecutiva e já com três finais disputadas. O cansaço acumula-se um bocado e não é só o físico mas também a carga emocional, que é grande, mas estou a tentar abstrair-me um bocadinho fora do campo e fazer outras coisas para não estar saturado da competição.”

Para já São Brás de Alportel, depois Tavira e, finalmente, o Campeonato Nacional Absoluto. Este ano a prova rainha do ténis nacional joga-se na cidade do Porto, o palco perfeito para João Monteiro pensar no bicampeonato (foi vencedor em 2016, na Beloura Tennis Academy) como o melhor final de época possível.
Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."