Djokovic abre o jogo: “Quero terminar o ano como número 1”

Com Rafael Nadal ausente e Roger Federer “obrigado” a defender o título, Novak Djokovic (que não jogou o torneio em 2017) é o jogador que parte em melhor posição para o ATP Masters 1000 de Xangai. E no lançamento do torneio o tenista sérvio não escondeu as suas ambições.

“Estou contente por estar de regresso à luta pelo estatuto de número 1 mundial. Há cinco meses parecia que estava a anos luz de o conseguir e agora quero terminar o ano como número 1“, começou por dizer o atual terceiro classificado na conferência de imprensa de antevisão do torneio chinês. “Vou encarar cada torneio dos que faltam para o final do ano como se se tratasse de um Grand Slam.”

O ATP 500 de Pequim, que se concluiu este domingo, teria sido uma forma de Novak Djokovic adicionar mais pontos ao ranking e à luta pela primeira posição, e a vontade do sérvio era mesmo ir a jogo. No entanto, e como contou aos jornalistas, “nos últimos meses joguei muitos encontros e achámos que mesmo que me corresse bem ia acabar por me prejudicar mais à frente. Não me sentia suficientemente fresco depois da Laver Cup e queria mais uma semana de treinos antes de chegar a Xangai.”

Agora, pronto a encarar os últimos desafios e com a confiança renovada — é o próprio quem confessa que começou a descer significativamente os níveis psicológicos depois de Roland Garros 2016 –, está na hora de ir a jogo.

E com tudo a ganhar (porque não defende quaisquer pontos), o sérvio de 31 anos pode sair da localidade chinesa muito bem posicionado: um eventual título coloca-o à frente de Roger Federer (que tem os 1.000 pontos de 2017 a defender) e a apenas 215 pontos de Rafael Nadal, o atual líder do ranking.

Atualizado às 20h05.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."