Djokovic derrota Federer, conquista Cincinnati e alcança o inédito Career Golden Masters

Está feita história. Pela primeira vez na história do ténis masculino um jogador conseguiu conquistar todos os nove Masters 1000 do calendário ATP e alcançar assim o inédito Career Golden Masters. Novak Djokovic foi o protagonista desta proeza, ao conquistar em Cincinnati o último grande título que lhe faltava.

No encontro mais aguardado da jornada, que colocou o tenista sérvio frente a frente com Roger Federer pela primeira vez em mais de dois anos, o número 10 mundial voltou a dar muito boa conta de si e a repetir o sucesso de Wimbledon, vencendo a final frente ao mais cotado jogador da prova por 6-4 e 6-4.

A 46.ª edição da rivalidade (23-22 a favor do mais jovem dos tenistas) tinha a particularidade de ser disputada entre um tenista que não se dava ‘nada bem’ em Cincinnati, tendo já no palmarés 5 segundos lugares, contra outro que via no torneio disputado no Ohio um talismã, campeão por sete vezes com 100% de aproveitamento no encontro das decisões.

Desta vez a história alterou-se e Novak Djokovic deitou para trás das costas essas más memórias. Com o público completamente do lado do suíço, o jogador natural de Belgrado venceu o primeiro set fruto de uma quebra de serviço conseguida ao 7.º jogo, interrompendo uma série de 100 jogos de serviço por parte do suíço sem ser quebrado em Cincinnati (o último a consegui-lo tinha sido David Ferrer em 2014).

No segundo parcial um break voltou a fazer a diferença. Federer ainda entrou com uma quebra de serviço madrugadora, mas rapidamente Djokovic passou para a frente do marcador, ao devolvê-la logo de seguida, sendo ele posteriormente a roubar uma segunda vez o serviço do jogador de 37 anos para se colocar em excelente posição para vencer.

Encerrado mais um capítulo desta enorme rivalidade, Djokovic volta a ficar a apenas dois Masters de Rafael Nadal, totalizando agora 31, e, fruto dos 1000 pontos adquiridos, irá subir ao 6.º lugar na próxima atualização do ranking mundial. Quanto a Federer, aproxima-se ligeiramente do número 1, mas ainda a aproximadamente 3000 pontos desse posto.

Francisco Semedo
A tirar a licenciatura em Turismo na Universidade Europeia, desde cedo se interessou pelo ténis. Começou aos 9 e desde então tem um olhar atento e constante de tudo o que se passa naquela que considera ser a melhor modalidade a todos os níveis.