Festejar em Portugal começa a ser habitual: Cristina Bucsa é a campeã do Porto Open

Cristina Bucsa
Fotografia: Ricardo Pereira Junior

PORTO – Depois de Santarém, Porto. Cristina Bucsa dá-se bem em Portugal e prova disso são os resultados que apresenta no nosso país, agora encabeçados pela excelente semana no Clube de Ténis do Porto que lhe vale o estatuto de campeã da 19.ª edição do Porto Open.

Aos 20 anos, a tenista espanhola ocupa o modesto 609.º posto do ranking mundial mas chegou a ser top 400 em setembro de 2017. Com poucos jogos nas pernas no verão dessa época, primeiro devido a uma lesão e, depois, à falta de ritmo, começou a descer (e muito) na tabela classificativa, mas agora parece estar pronta para conhecer novas paragens.

Se na Figueira da Foz, há uma semana, já tinha ultrapassado a fase de qualificação rumo aos quartos de final, no Porto fez melhor: somou vitórias que metem respeito a qualquer jogadora deste nível, como frente a Inês Murta nos quartos de final, a talentosa Ylena In-Albon (campeã em Oeiras e Palmela) nas “meias” e, este domingo, na grande decisão, a primeira cabeça de série Jil Belen Teichmann (168.ª do ranking) pelos parciais de 7-6(4) e 6-1.

O encontro começou por ser duro, muito duro — de tal forma que foi necessária quase uma hora e meia para a tenista espanhola levar a melhor no primeiro set, com recurso ao tiebreak. Só que depois a tenista suíça, muito mais cotada que a espanhola, ficou sem gás e concluir a vitória foi tarefa fácil para Busca, que em todo o segundo parcial cedeu apenas um jogo.

Somada a oitava vitória consecutiva na terra batida do Porto (a que se têm de juntar ainda as três que fizeram dela vice-campeã de pares, com Ramu Ueda), Cristina Bucsa conquista o segundo e mais importante título da carreira, depois de em 2017 se ter estreado a vencer provas de singulares no piso rápido de Santarém. Curiosamente, quatro anos antes já tinha triunfado em solo português, ao vencer o histórico torneio júnior que é organizado anualmente em Vila do Conde.

Para a tarde deste domingo (15h) está marcada a final de singulares masculinos, na qual o maiato Nuno Borges terá a possibilidade de lutar pelo título mais importante da carreira. O húngaro Mate Valkusz, terceiro cabeça de série e ex-número 1 mundial de juniores, é o adversário.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."