Nuno Borges: “Surpreendi-me a mim próprio por ter chegado tão longe”

Nuno-Borges
Fotografia: Ricardo Pereira Junior

PORTO – Pelo segundo ano consecutivo, o Porto Open vai ter um representante português na final de singulares masculinos. Desta vez, é Nuno Borges. Natural da Maia, o tenista de 21 anos voltou a vencer na tarde deste sábado para garantir a presença numa das finais mais importantes da carreira, que o deixa, naturalmente, muito satisfeito.

“É bom, muito bom estar na final. Para além de estar a jogar em casa também sentia a obrigação de provar que consigo ganhar jogos em terra. O pessoal acha que é tudo em rápido, rápido, rápido e eu queria mostrar que havia mais para dar. Surpreendi-me a mim próprio por ter chegado tão longe, obviamente que no início do torneio não me sentia tão bem no court como me sinto agora e tem vindo a melhorar jogo após jogo”, começou por dizer Nuno Borges em declarações ao Raquetc logo após somar a quarta vitória no CT Porto.

Sobre o encontro propriamente dito, o jogador maiato fez uma análise direta ao que aconteceu dentro do campo: “Senti-me muito bem no primeiro set. No segundo estive um bocadinho mais nervoso e defensivo no início, deixei-o voltar ao jogo mas depois consegui ser novamente agressivo e tentei pô-lo o mais desconfortável possível. Correu bem, hoje. O serviço foi melhorando, a resposta esteve muito bem logo no início e isso deu-me uma vantagem muito grande.”

Pela frente, na grande final deste domingo, Nuno Borges vai ter um ex-número 1 mundial de juniores. Ou Orlando Luz, ou Mate Valkusz, dois jogadores que conhece muito bem e dos quais espera “que tal como eu dêem tudo neste jogo tão importante.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."