Porto Open. Caminhada de Inês Murta interrompida nos quartos de final

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Fotografia: Ricardo Pereira Junior

PORTO – Chegou ao fim a caminhada de Inês Murta no Porto Open: depois de somar duas vitórias no quadro principal — uma delas frente a uma das principais favoritas –, a número 1 nacional foi esta sexta-feira derrotada nos quartos de final.

A adversária de hoje exigia muita consistência e, acima de tudo, persistência: Cristina Bucsa, a espanhola que pela segunda semana consecutiva ultrapassou o qualifying rumo aos quartos de final, gosta de atacar e subir por várias vezes à rede.

Ora a solução revelou-se eficaz perante uma Inês Murta que neste encontro não conseguiu ser tão eficaz a explorar a movimentação da adversária, acabando a jovem espanhola de 20 anos, número 609 do mundo, por levar a melhor frente à portuguesa, de 21 e 591.ª WTA, com os parciais de 6-2 e 6-1.

Ou seja, Inês Murta despede-se do Porto Open na mesma fase que em 2017. A diferença? Há um ano, saiu do Clube de Ténis do Porto com 2 pontos (o torneio era de 15.000 dólares) e, este ano, adiciona 9 ao ranking (passou a ser de 25.000 dólares) — aspeto ainda mais importante tendo em conta que, para o ranking da próxima época, contam apenas os pontos somados em torneios a partir desta categoria.

Nos quadros femininos, a representação portuguesa fica assim reduzida a Cláudia Gaspar e Daniella Silva, que mais logo, no último encontro da jornada, vão procurar, frente à mesma Cristina Bucsa e a japonesa Ramu Ueda, aceder à grande final de pares. No lado masculino, há ainda Tiago Cação Nuno Borges em acção em singulares, sendo que o tenista da Maia joga a meia-final de pares ao lado de Francisco Cabral e frente a Fred Gil (que tem David Pichler como parceiro).

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."