Na garra: Nuno Borges dá a volta a “gigante” alemão e está nas meias-finais do Porto Open

PORTO – Quatro torneios, quatro meias-finais: Nuno Borges (578.º ATP) continua a exibir-se a um excelente nível e qualificou-se esta sexta-feira para as quartas meias-finais do verão em torneios internacionais realizados em Portugal — desta vez, no Porto Open, torneio que distribui 25.000 dólares em prémios monetários.

Do alto dos seus 1,98m, o alemão Tobias Simon (480.º e quarto cabeça de série) ) foi o primeiro a conseguir criar dificuldades: conseguiu o break no jogo inaugural e liderou por 2-0, mas não tardou até que a reação do “guerreiro” da Maia chegasse. A partir daí, equilíbrio foi o conceito chave do parcial, que só se resolveu no tiebreak e a favor do forasteiro.

Chegava, então, a hora da recuperação: o segredo era atacar o serviço de Tobias Simon e Nuno Borges sabia-o, como aliás comprovou a efusiva celebração assim que o conseguiu fazer pela primeira vez no segundo parcial. Uma quebra, duplo efeito: o jovem português de 21 anos aumentou os níveis de confiança e, do outro lado, o alemão de 27 baixou o rendimento, não conseguindo voltar a criar as mesmas dificuldades ao jogador da casa.

Assim, ao fim de 2h15 a tarefa ficou resolvida a favor de Nuno Borges, que com os parciais de 6-7(3), 6-2 e 6-4 celebra a passagem às meias-finais de um Future de 25.000 dólares pela segunda vez na carreira — a primeira aconteceu na temporada transata, quando se sagrou vice-campeão do torneio de São Domingos de Benfica, em Lisboa, ao perder a final para João Monteiro.

Na luta por um lugar na final, segue-se ou o francês Maxime Chazal (oitavo cabeça de série) ou o brasileiro Wilson Leite, que na primeira ronda derrotou Luís Faria e na segunda Hugo Largo, o espanhol responsável pela eliminação de Fred Gil.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."