Anderson sobre duelo com Isner: “Sentes que é um empate mas alguém tinha de vencer”

Kevin Anderson .3
Fotografia: AELTC/Thomas Lovelock

Kevin Anderson foi o grande vencedor de um embate de titãs e histórico a que se assistiu esta sexta-feira na primeira meia-final da 132.ª edição de Wimbledon, vergando John Isner num “prolongamento” que parecia interminável. Dadas as circunstâncias do duelo, o sul-africano ressalvou em conferência de imprensa pós-encontro a dificuldade que foi sair do Centre Court com o triunfo.

“Jogar dessa forma naquelas condições duríssimas foi realmente dificílimo para ambos. No final de contas, tu sentes que é como se fosse um empate mas alguém tinha de vencer”, começou por salientar o atual número oito mundial e que já tem garantida a subida inédita ao quinto posto do ranking ATP na atualização da próxima segunda-feira.

Depois, e instado a comentar a pancada improvisada que executou de mão esquerda num ponto em que havia caído antes no campo, o tenista natural de Joanesburgo referiu que “o meu pai costumava dizer ‘vamos jogar com a mão esquerda’, mas não sabia que conseguiria executar essa estratégia nesta fase da minha carreira”. “Foi um ponto vital”, apontou.

Na sequência do monstruoso quinto set que culminou num parcial de 26-24, Isner referira que algo deveria ser repensado pela ITF com vista a evitar maratonas desta índole. Ora, Anderson partilha da opinião do seu adversário de hoje. “É complicado recuperar para a final. Espero que os Grand Slams mudem este formato. Ainda assim, estou apurado para a decisão”, frisou.

Sobre a final, que será a sua segunda em provas Major e primeira num espaço de cerca de 10 meses, o jogador de 32 anos diz que “terei de recuperar e estar o mais fresco possível”. “Precisarei de algum tempo para processar o que aconteceu nesta encontro, mas estar na final em Wimbledon é um sonho concretizado”, concluiu.

Natural da Ilha do Pico, Açores. Estudante do 3.º ano do curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Amante e seguidor de ténis desde a adolescência.