Furacão Serena volta a fazer estragos e garante presença na 30.ª final em torneios do Grand Slam

Fotografia: AELTC/Ben Solomon

Aos 36 anos e 289 dias, Serena Williams está pela 30.ª vez na carreira na final de um torneio do Grand Slam, tornando-se a terceira tenista mais velha na Era Open a jogar a final de Wimbledon e a sexta falando do computo geral dos quatro Majors.

A viver a melhor semana da carreira desde o seu regresso à competição após ter sido mãe pela primeira vez, a campeoníssima norte-americana teve esta quinta-feira pela frente o seu maior desafio até ao momento na 132.ª edição da prova britânica, enfrentando Julia Goerges, atualmente na 13.ª posição WTA.

Depois de chegar às meias-finais sem enfrentar qualquer top 50 mundial, sendo que as suas quatro adversárias nesta caminhada perfaziam uma média de 95 no que toca às suas classificações, a número 181 mundial precisou de apenas dois sets para derrotar a jogadora germânica pela segunda vez esta temporada.

O primeiro encontro foi em Roland Garros há pouco mais de um mês e o resultado na relva, como seria de esperar, voltou a pender para o lado da sete vezes campeã de Wimbledon, que com os parciais de 6-2 e 6-4 se apurou para a final no All England Club, tornando-se na tenista com pior ranking a consegui-lo (181.ª).

Num duelo em que a campeã de 23 títulos do Grand Slam poderia voltar a sentir dificuldades, algo que apenas se sucedeu na ronda anterior onde cedeu pela primeira vez um parcial, a agressividade e maior adaptabilidade de Serena Williams aos relvados fizeram com que tudo se tornasse mais ou menos fácil.

Foi quase sempre a norte-americana a dominar as trocas de bolas, usando a sua pancada de serviço e direita de forma muito eficaz, o que fez com que a menos cotada das duas jogadores nunca conseguisse ameaçar o domínio da pupila de Patrick Mouratoglou.

Apurada para a 10.ª final no torneio inglês, Serena Williams procurará levantar o Venus Rosewater Dish pela oitava vez e igualar assim o maior recorde do ténis mundial no que toca à conquista de torneios do Grand Slam: os 24 títulos de Margaret Court.

Para que tal aconteça a jogadora americana tem de ultrapassar a sempre complicada Angelique Kerber na final que se joga já este sábado, naquela que será a reedição da decisão de 2016, decisão vencida pela mais nova das irmãs Williams.

Francisco Semedo
A tirar a licenciatura em Turismo na Universidade Europeia, desde cedo se interessou pelo ténis. Começou aos 9 e desde então tem um olhar atento e constante de tudo o que se passa naquela que considera ser a melhor modalidade a todos os níveis.