O meu serviço é melhor do que o teu: Isner bate Raonic e chega às “meias”

John Isner - 18
Fotografia: AELTC/Ben Queenborough

O encontro prometia um festival de muita potência e assim foi: John Isner recuperou de uma desvantagem de um set a zero para levar de vencida Milos Raonic, por 6-7(5), 7-6(7), 6-4 e 6-3, rumo às meias-finais de Wimbledon pela primeira vez na carreira.

Numa contenda que colocava frente a frente dois dos melhores servidores da modalidade na atualidade, foi o norte-americano, número 10 mundial, quem mais se destacou no cômputo geral, revelando uma maior eficácia do que o canadiano, vice-campeão do Major britânico em 2016, no que toca ao aproveitamento das oportunidades.

Após dois primeiros sets desembocados no tiebreak e repartidos para cada um dos protagonistas, Isner confirmou nos parciais seguintes a recuperação que já procurava encetar no embate: mais acutilante e consistente do que Raonic, o campeão do Masters 1000 de Miami soube esperar pelas oportunidades de que dispôs nos jogos de serviço do antigo terceiro classificado do ranking para aí, sim, fazer verdadeiramente a diferença.

Com a primeira partida no bolso, Milos Raonic bem pode lamentar as oportunidades desperdiçadas na medida em que teve um set point no desempate da segunda para se adiantar no marcador por dois parciais a zero. Porém, o 13.º pré-designado não conseguiu assegurar a vitória no set e a partir daí praticamente só deu John Isner, que empatou o embate a um parcial à segunda tentativa.

Depois, no terceiro e quarto sets o filme foi quase igual: um break ao quinto jogo para o atleta de 33 anos natural de Greensboro, que no último inclusivamente viria a quebrar o serviço do jogador de 27 anos oriundo de Toronto quando este servia para se manter no parcial e, consequentemente, no encontro, ditando assim a quarta vitória em cinco compromissos frente ao igualmente “gigante” canadiano.

Além de representar a primeira chegada à penúltima etapa do Grand Slam londrino, o triunfo desta quarta-feira significa, simultaneamente, a passagem inédita do antigo número nove mundial ao top-4 de um torneio desta categoria (o seu melhor resultado anterior havia sido os quartos de final no US Open 2011) e deverá garantir-lhe a subida a um novo máximo de carreira, o oitavo lugar do ranking.

No entanto, a aventura de Isner em SW 19 ainda não terminou, pelo que o norte-americano tem ainda a hipótese de alcançar a sua primeira final da carreira em Majors quando medir forças com Kevin Anderson (8.º), carrasco surpreendente de Roger Federer na jornada desta quarta-feira, na próxima sexta-feira. O confronto direto é largamente favorável ao norte-americano (8-3).

Natural da Ilha do Pico, Açores. Estudante do 3.º ano do curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Amante e seguidor de ténis desde a adolescência.