Paige Hourigan: da derrota no qualifying em Palmela ao título no Seixal “foi só um saltinho”

De um lado para o outro sem parar e com um sabor agridoce. Assim se pode descrever o dia de Paige Hourigan, que de manhã foi derrotada na segunda ronda do qualifying da Olevra Cup, em Palmela, por Inês Murta, e esta tarde sagrou-se campeã de singulares da primeira edição do Seixal Ladies Open.

Numa final que contemplava duas tenistas fora do lote das pré-designadas mas que atingiram o encontro decisivo com muito mérito (ambas eliminaram cabeças de série, sendo que Hourigan até afastou três delas de forma consecutiva rumo à decisão), foi a jovem neozelandesa de 21 anos, oriunda da fase de qualificação e número 872 mundial, a impor-se perante Valeria Bhunu (791.ª), do Zimbabué e carrasca de Murta na segunda ronda no Seixal, pelos parciais de 6-4 e 6-3, para culminar de forma vitoriosa uma jornada dupla desgastante mas decerto saborosa.

Para Hourigan, o título na prova de 15.000 dólares que decorreu nos campos de piso rápido do Clube Recreativo e Desportivo Brasileiro Rouxinol coincide precisamente com o primeiro da sua carreira na variante individual (já havia vencido um torneio de pares em Antália, em 2016) e deverá permitir-lhe, naturalmente, uma subida considerável na atualização de rankings de amanhã a oito dias, atingindo assim um novo pico pessoal.

Natural da Ilha do Pico, Açores. Estudante do 3.º ano do curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Amante e seguidor de ténis desde a adolescência.