Hanfmann, Munar, Hurkacz, e Chardy: os campeões que passaram despercebidos

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Fotografia: Czech Open

Não há como fugir: as atenções neste fim de semana foram inteiramente centradas no torneio de Roland Garros, mais concretamente nas empolgantes conquistas protagonizadas por Simona Halep e Rafael Nadal. Ainda assim, os últimos dois dias revelaram-se recheados de ação em quatro cidades distintas, que serviram como palco das grandes decisões nas respetivas provas Challenger.

A primeira ocorreu em solo cazaque. No exato local que consagrou Gonçalo Oliveira como campeão de pares, o alemão Yannick Hanfmann (114.º), no dia seguinte (sábado), arrecadou o troféu de singulares. Na final, o primeiro cabeça de série confirmou o favoritismo levando a melhor sobre o dominicano Roberto Cid (248.º), por 7-6(3), 4-6 e 6-2. É o segundo titulo da categoria para o internacional germânico (venceu Ismaning em 2017).

Mais tarde, no dia mesmo dia, outro jogador levantaria também o segundo troféu da carreira. Na cidade checa de Prostejov, o prodígio espanhol Jaume Munar (104.º) derrotou o sérvio Laslo Djere (92.º) em sets diretos que se definiram pelos parciais de 6-1 e 6-3. A vitória permite ao amigo e conterrâneo de Nadal – que marcou presença no último Lisboa Belém Open – alojar-se à porta do top 100 obtendo inclusivamente um novo ranking máximo de carreira.

No domingo, o jovem polaco Hubert Hurkacz (121.º) fez as delícias dos adeptos da casa ao sagrar-se campeão do Challenger de Poznan. Depois de eliminar o segundo cabeça de série na primeira ronda, o tenista de 21 anos protagonizou um percurso excecional que culminou na melhor forma possível ao bater o primeiro cabeça de série e recente campeão do ATP de Istanbul, Taro Daniel (82.º). E atente-se aos parciais: 6-1 e 6-1, ao cabo de apenas uma hora de contenda. O atleta natural de Varsóvia — que já venceu uma prova Future em Portugal (Lisboa, 2017) –, não podia desejar melhor estreia em conquistas nesta categoria.

Finalmente, a viagem pelos torneios secundários deste fim de semana termina em terras de Sua Majestade. Se as três competições anteriores foram disputadas sobre terra batida, o torneio britânico de Surbiton, por sua vez, pratica-se em relva, servindo como preparação para a nova temporada que se avizinha.

O grande vencedor também se diferencia dos restantes pela vasta experiência que apresenta no currículo. O francês Jeremy Chardy (72.º) — ex número 25 da hierarquia e habituado a competir ao mais alto nível — somou no domingo o seu sexto titulo na categoria. O primeiro cabeça de série triunfou sobre o NextGen australiano Alex de Minaur, por 6-4, 4-6 e 6-2. Como prémio de consolação, o atleta de 19 anos — que conversou em exclusivo com o RAQUETC no Millennium Estoril Open (ver aqui) — garantiu a estreia no top 100 mundial ao saltar para a 96.ª posição.

Eis um apanhado do primeiro torneio ATP da temporada disputado em relva:

António Vieira
Natural de Lisboa e licenciado em Gestão, vê no Ténis uma extraordinária modalidade com vasto potencial a ser explorado em Portugal. Tem como principal objetivo a contribuição no seu crescimento partilhando com o Mundo a sua espetacularidade.