del Potro regressa à sua melhor posição de sempre; Andy Murray fora do top 100

Juan Martín del Potro-4
Fotografia: Peter Staples/ATP World Tour

Chegou ao fim, na tarde deste domingo, a edição de 2018 de Roland Garros, que viu Rafael Nadal conquistar o título de campeão pela 11.ª vez. Não foi só com esta bonita história que o torneio nos presenteou, pois também Juan Martín del Potro Marco Cecchinato deram bastante que falar. Dominic Thiem? Também deixou a sua marca na prova e acredita que voltará a marcar presença nestas grandes finais.

No que às classificações diz respeito, um dos maiores destaques na atualização desta segunda-feira nostálgica pós torneio do Grand Slam é Juan Martin del Potro. A “Torre de Tandil” continua a dar que falar e a tornar-se cada vez mais num exemplo de superação e resiliência. Depois de enfrentar tantas lesões, o argentino está de volta à sua melhor posição de sempre, o quarto posto. Acima dele só Alexander Zverev, Roger Federer e Rafael Nadal.

O argentino, antigo campeão do US Open, escalou dois lugares no ranking e foi um dos dois membros do top 10 a ter uma evolução positiva na hierarquia depois do torneio francês. Desde o dia 16 de fevereiro de 2014 que a grande estrela do ténis argentino não figurava na quarta posição, estando a pouco menos de 900 pontos de distância do terceiro classificado, Alexander Zverev.

Ainda dentro do top 10, há que referir o nome de Dominc Thiem, que lutou durante quase três horas frente a Rafael Nadal, naquela que foi a sua primeira final em torneios do Grand Slam. O tenista nascido na Áustria subiu um posto até ao sétimo lugar e está agora a três posições de igualar o seu melhor ranking de carreira, o quarto lugar.

Embed from Getty Images

Andy Murray foi semifinalista na edição transata do maior evento de ténis em França e hoje encontra-se na 157.ª posição, menos 110 lugares do que na última atualização do ranking. Desde setembro de 2005 que Murray não se encontrava fora dos 100 primeiros. Recorde-se que o tenista britânico está sem jogar desde o torneio de Wimbledon do ano passado e planeia o seu regresso ainda durante a temporada de relva que já se joga.

Marco Cecchinato nunca havia passado da primeira ronda em torneios do Grand Slam no que ao quadro de singulares diz respeito. A jogar em Roland Garros apenas pela segunda vez na sua carreira, o tenista italiano surpreendeu tudo e todos ao alcançar a meia final. Este resultado valeu-lhe uma subida de 45 lugares para se fixar na 27.ª posição, tornando-se agora no segundo melhor italiano no ranking mundial.

Maximilian Marterer ainda ofereceu boa réplica a Nadal, antes de ser derrotado pelo espanhol no tie-break do terceiro set. Este encontro deu-se na quarta ronda do torneio francês, ronda à qual este ainda não havia chegado em torneios major (alcançou a terceira ronda do Australian Open deste ano). O tenista alemão foi o segundo jogador que mais posições galgou e está agora, pela primeira vez na carreira, no top 50.

Nota, ainda, para o suíço Stan Wawrinka, que se encontra fora do top 260 mundial.

1. Rafael Nadal (Espanha), 8.770 pontos
2. Roger Federer (Suíça), 8.670 pontos
3. Alexander Zverev (Alemanha), 5.965 pontos
4. Juan Martin del Potro (Argentina), 5.080 pontos
5. Marin Cilic (Croácia), 4.950 pontos
6. Grigor Dimitrov (Bulgária), 4.870 pontos
7. Dominic Thiem (Áustria), 3.835 pontos
8. Kevin Anderson (África do Sul), 3.635 pontos
9. David Goffin (Bélgica), 3.110 pontos
10. John Isner (Estados Unidos da América), 3.070 pontos
(…)

27. Marco Cecchinato (Itália), 1.510 pontos
50. Maximilan Marterer (Alemanha), 999 pontos

Portugueses:

João Sousa subiu esta semana um posto e está agora no 48.º lugar, exatamente 20 posições abaixo do seu melhor ranking de sempre. Gastão EliasPedro Sousa e Gonçalo Oliveira perderam todos posições e estão nos 118.º, 127.º e 227.º lugares, respetivamente. João Domingues subiu 12 postos e é o 259.º mundial, ao passo que João Monteiro perdeu nove lugares e está no 286.º posto.

Clique aqui para consultar o ranking ATP dos portugueses.

Pedro Cunha
O ténis apareceu na minha vida como apenas mais um desporto mas rapidamente o cheiro das bolas e o pó cor de laranja da terra batida onde pratico tornaram a minha vida melhor. Desde o som das pancadas, ao simples abrir de uma lata nova de bolas, tudo neste desporto tem encanto.