Nadal: “É indescritível. Não posso dizer outra coisa quando tenho este troféu comigo outra vez”

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Fotografia: Roland Garros

Pela 11.ª vez em outras tantas finais, Rafael Nadal saiu do court Philippe Chatrier com o seu troféu favorito nas mãos. O maiorquino bateu Dominic Thiem em parciais diretos e mesmo com a história a repetir-se vezes sem fim, o número um mundial continua a viver estes momentos como se fossem os primeiros.

“É indescritível. Não posso dizer outra coisa quando tenho este troféu comigo outra vez. Não sabem o que significa para mim. É uma emoção complicada de explicar”, disse visivelmente satisfeito ao microfone do Eurosport.

E como se explica que um jogador vença por 11 vezes o mesmo título do Grand Slam, questionou Àlex Corretja. A resposta mais fácil seria muito treino, mas para Nadal há outro fator ainda mais importante que esse: a sorte.

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“Quero ser justo. Há uma coisa que é verdade. Sim, trabalhei bem, com uma grande consistência, com grande intensidade em toda a minha carreira, mas sinto-me um super afortunado. Há muita gente no mundo que trabalha, que se esforça e que ao fim ao cabo não teve a sorte que eu tive. Continuo a trabalhar, mas para conseguires o que consegui a sorte tem de estar do teu lado. Por essa razão só posso agradecer à vida por me ter dado estes momento difíceis de explicar”, esclareceu o maiorquino, abordando de seguida a tática para ser bem sucedido na final frente a Thiem.

“Sentia que o que tinha que fazer era não perder campo. Sabia que se estivesse mais atrás ele teria muito mais facilidade. É um grande jogador e precisa de mais tempo do que eu para preparar as pancadas e quando conseguia meter a bola alta, longa, sobretudo na sua esquerda, conseguia ganhar campo e o ponto já estava do meu lado. Quando vinha para trás era muito complicado”, apontou o líder da hierarquia mundial.

No entanto, apesar da vitória relativamente fácil, mais por sua causa do que por demérito do austríaco, houve um momento em que Nadal apanhou um susto, o momento em que deixou de ter controlo na mão dominante devido a cãibras.

“No fim do segundo set já tinha tido sensações estranhas. Mas a verdade é que não pensei que poderia ter cãibras desta forma, que fizeram com que nem conseguisse mexer a mão. Tomei um anti-inflamatório para ver se passava esta sensação, acabou por passar, mas estava sempre alerta pois sabes que pode voltar”, contou o agora detentor de 17 títulos do Grand Slam.

Francisco Semedo
A tirar a licenciatura em Turismo na Universidade Europeia, desde cedo se interessou pelo ténis. Começou aos 9 e desde então tem um olhar atento e constante de tudo o que se passa naquela que considera ser a melhor modalidade a todos os níveis.