O fim de um ciclo: Yannick Noah vai deixar o comando da seleção francesa da Taça Davis

Se em novembro tinha sido anunciada a sua permanência para tentar defender o troféu conquistado dias antes, esta segunda-feira o L’Équipe noticia que Yannick Noah vai deixar o comando da seleção francesa da Taça Davis no final da época de 2018.

A história de Yannick Noah enquanto “capitão” da frota francesa é, na verdade, toda uma história de sucesso: em 1991, assumiu o comando para levar a equipa à sua primeira vitória em 59 anos, derrotando os favoritos Estados Unidos da América. Cinco anos depois, numa final jogada em solo “inimigo”, novo sucesso, frente à Suécia. E depois o sucesso de 2017, quando a França derrotou a Bélgica em Lille.

Será, por isso, o fim de um ciclo de sucesso para os gauleses, que sob o comando de Noah ainda sonham com a conquista de mais um título (estão nas meias-finais, que jogam em setembro, e em casa, contra a Espanha).

Quanto aos possíveis sucessores, serão apenas dois: ainda segundo o L’Équipe, tratam-se nada mais, nada menos do que dois ex-jogadores — Michael Llodra e Amélie Mauresmo, com a ex-número 1 mundial e campeã do Australian Open e Wimbledon em 2006 a ser a clara favorita à posição.

Isto porque depois de deixar os courts, Mauresmo, que atualmente tem 38 anos, assumiu funções de treinadora de Marion Bartoli (que sob as suas orientações venceu Wimbledon), Andy Murray (com quem trabalhou entre junho de 2014 e maio de 2016) e, ainda, da equipa francesa da Fed Cup, cargo que exerceu entre as temporadas de 2013 e 2016. Na altura, a ex-tenista francesa anunciou que a decisão se prendia com o nascimento da sua segunda filha.

Também de acordo com o jornal francês, a decisão será conhecida no próximo dia 22 de junho, quando acontecer a Assembleia Geração Excecional da Federação Francesa de Ténis.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."