Mais do que superar o adversário, Pedro Sousa destacou a dificuldade de ultrapassar o cansaço

A edição de 2018 de Roland Garros arrancou esta segunda-feira com o início da fase de qualificação. Pedro Sousa foi um dos três portugueses a entrar em ação, conseguindo um triunfo bastante difícil para entrar a vencer no segundo Grand Slam da temporada.

“Foi muito difícil o encontro. O adversário joga bastante forte, grande serviço, e eu tive de me aguentar bem. Felizmente no fim consegui a vitória”, disse o tenista português ao diário Record, destacando que superar o cansaço dos muitos jogos e pouco tempo de descanso entre viagens e jogos foi o mais complicado.

“É desgastante porque joguei no sábado em Lisboa e tive de viajar no domingo e só treinei 40 minutos aqui no fim da tarde, jogando já nesta segunda-feira de manhã. Isso é que foi duro, mas o que interessava era ganhar, quer seja em dois ou em três sets, quer seja em 40 minutos ou em duas horas. Estou feliz por ter ganho”, destacou o lisboeta.

Na segunda ronda da fase prévia, Pedro Sousa terá pela frente o argentino Marco Trungelliti, tenista que o derrotou este ano em Marbella. Apesar desse resultado, o jogador de 29 anos espera que o duelo frente ao número 190 do mundo — que no mês passado, no torneio Future de Carcavelos, conversou em exclusivo com o Raquetc — tenha um desenlace diferente, referindo que atualmente se sente muito mais preparado para essa partida.

“Já joguei com ele este ano e ele já me ganhou, mas acredito que agora estou em melhor forma do que estava quando o enfrentei. Vamos ver como corre”, conclui o número três nacional que voltará ao court na quarta-feira.

Francisco Semedo
A tirar a licenciatura em Turismo na Universidade Europeia, desde cedo se interessou pelo ténis. Começou aos 9 e desde então tem um olhar atento e constante de tudo o que se passa naquela que considera ser a melhor modalidade a todos os níveis.